Desde os anos 40, histórias em quadrinhos são transpostas para o cinema. No entanto, foi somente a partir do final dos anos 70 que tais adaptações passaram a se tornar mais frequentes, se transformando em uma verdadeira febre nos últimos 10 anos. No post de hoje, relembramos alguns filmes notáveis baseados no universo dos quadrinhos e elegemos as melhores adaptações.
Veja a nossa lista:
25 - Superman 2 (1980)
Dirigido por: Richard Lester e Richard Donner (não creditado)
Baseado em: aventuras do Superman, icônico
personagem criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, cuja primeira aparição
data de 1938, na primeira edição da revista Action Comics.
24 - Batman: O Retorno (1992)
Dirigido por: Tim Burton
Baseado em: aventuras de Batman, célebre herói criado por
Bob Kane e Bill Finger, em 1939.
23 - MIB - Homens de Preto (1997)
Dirigido por: Barry Sonnenfeld
Baseado em: The Men in Black (1990, 1991, 1997),
série escrita por Lowell
Cunningham e ilustrada por Sandy Carruthers.
22 - Homem-Aranha (2002)
Dirigido por: Sam Raimi
Baseado em: aventuras do Homem-Aranha,
personagem criado por Stan Lee e Steve Ditko, cuja primeira aparição data
de 1962.
21 - Os Vingadores (2012)
Dirigido por: Joss Whedon
Baseado em: The Avengers, série criada por Stan Lee e Jack Kirby, cuja primeira aparição data de 1963.
20 - X-Men: O Filme (2000)
Dirigido por: Bryan Singer
Baseado em: personagens da série X-Men,
time de super-heróis criado por Stan Lee e Jack Kirby, cuja primeira
aparição data de 1963.
19 - As Aventuras de
Tintin: O Segredo do Licorne (2011)
Dirigido por: Steven Spielberg
Baseado em: Les
Aventures de Tintin (1929-1976), série criada por Georges Remi
(Hergé). O roteiro do filme se baseou em três histórias em
particular: O Caranguejo das Tenazes de Ouro (1941), O Segredo
do Unicórnio (1943) e O Tesouro
de Rackham (1944).
18 - O Corvo (1994)
Dirigido por: Alex Proyas
Baseado em: The Crow (1989), série criada
por James O'Barr.
17 - Homem-Aranha 2 (2004)
Dirigido por: Sam Raimi
Baseado em: aventuras do Homem-Aranha,
personagem criado por Stan Lee e Steve Ditko, cuja primeira aparição data
de 1962.
16 - X-Men 2 (2003)
Dirigido por: Bryan Singer
Baseado em: aventuras de personagens da
série X-Men, time de super-heróis criado por Stan Lee e Jack Kirby, cuja
primeira aparição data de 1963.
15 - Scott Pilgrim
Contra o Mundo (2010)
Dirigido por: Edgar Wright
Baseado em: Scott Pilgrin (2004-2010), série
escrita e ilustrada por Bryan Lee O'Malley.
14 - Mundo Cão/Ghost World (2001)
Dirigido por: Terry Zwigoff
Baseado em: Ghost World (1993-1997), série
em quadrinhos escrita e ilustrada por Daniel Clowes.
13 - Marcas da Violência (2005)
Dirigido por: David Cronenberg
Baseado em: A History of Violence (1997),
romance em quadrinhos escrito por John Wagner e ilustrada por Vince Locke.
12 - Anti-Herói Americano (2003)
Dirigido por: Shari Springer Berman e
Robert Pulcini
Baseado em: American Splendor (1976-2008), série
autobiográfica escrita por Harvey Pekar.
11 - 300 (2006)
Dirigido por: Zack Snyder
Baseado em: 300 (1998), série escrita e
ilustrada por Frank
Miller.
10 - X-Men: Primeira Classe (2011)
Dirigido por: Matthew Vaughn
Baseado em: aventuras dos personagens da série
X-Men, time de super-heróis criado por Stan Lee e Jack Kirby, cuja
primeira aparição data de 1963.
9 - Estrada para a Perdição (2002)
Dirigido por: Sam Mendes
Baseado em: Road to Perdition (1998), série
escrita por Max Allan
Collins e ilustrada por Richard
Piers Rayner.
8 - Kick-Ass - Quebrando Tudo (2010)
Dirigido por: Matthew Vaughn
Baseado em: Kick-Ass (2008-2010), série escrita
por Mark Millar e ilustrada por John Romita, Jr.
7 - O Homem de Ferro (2008)
Dirigido por: Jon Favreau
Baseado em: aventuras do Iron Man, super-herói
criado por Stan Lee, Larry Lieber, Don Heck, Jack Kirby e que teve sua
primeira aparição em 1963.
6 - Sin City (2005)
Dirigido por: Frank Miller e Robert
Rodriguez
Baseado em: Sin City (1991-2000), série criada
por Frank Miller, mais especificamente em três histórias The Hard
Goodbye (1991-1992), The Big Fat Kill (1994-1995) e That
Yellow Bastard (1996).
5 - Batman Begins (2005)
Dirigido por: Christopher Nolan
Baseado em: The Man Who Falls (1989),
Batman: Year One (1987) e na série Batman: The Long Halloween (1966).
4 - Superman (1978)
Dirigido por: Richard Donner
Baseado em: aventuras do Superman, icônico
personagem criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, cuja primeira aparição
data de 1938 na primeira edição da revista Action Comics.
3 - Persépolis (2007)
Dirigido por: Vincent Paronnaud
e Marjane Satrapi
Baseado em: Persépolis (2000), série em
quadrinhos em quatro volumes escrita por Marjane Satrapi.
2 - Oldboy (2003)
Dirigido por: Park Chan-wook
Baseado em: Oldboy (1996-1998), série em mangá
escrita por Garon
Tsuchiya e ilustrada por Nobuaki
Minegishi.
1 - O Cavaleiro das Trevas (2008)
Dirigido
por: Christopher Nolan
Baseado em: Batman - The Long
Halloween (1966), criada por Jeph Loeb e Tim Sale.
Batman foi criado por Bob Kane e Bill Finger, em 1939.
Menções honrosas:
Dick Tracy (1990)
Dirigido por: Warren Beatty
Baseado em: Dick Tracy (1931-1977), série criada por Chester Gould.
Hellboy (2004)
Dirigido por: Guillermo del Toro
Baseado em: Hellboy: Seed of Destruction (1994), série em quatro volumes, criada e ilustrada por Mike Mignola.
Asterix e Obelix contra César (1999)
Dirigido por: Claude Zidi
Baseado em: Astérix, série criada em 1959, escrita por René Goscinny e ilustrada por Albert Uderzo.
E você? É fã de histórias em quadrinhos? Qual adaptação é a sua favorita?
























































Joseph L. Mankiewicz (foto; irmão de Herman J. Mankiewicz, co-roteirista de Cidadão Kane) queria realizar um filme que abordasse a vida de uma atriz já madura. Quando leu o conto The Wisdom of Eve (1946), da escritora americana Mary Orr, o diretor encontrou o material perfeito para o seu projeto. The Wisdom of Eveé baseado em uma história real, mais precisamente no que ocorreu com a atriz austríaca Elisabeth Bergner e sua secretária em Viena. A despeito disso, muitos especularam que o filme era baseado, de fato, na vida da atriz Tallulah Bankhead, grande dama do teatro americano que trabalhou também no cinema. Bankhead chegou a afirmar que arrancaria cada “pelo do bigode de Bette Davis”, nada contente com uma suposta imitação. Tanto Mankiewicz, quanto Davis desmentiram veementemente que o filme fosse inspirado em Bankhead, mas a lenda persistiu.
Eve (Baxter) agradece pelo prêmio de Melhor Atriz em cena do filme.










Uma das perguntas mais interessantes a se fazer com relação a E o Vento Levou é: quem é o verdadeiro autor do longa-metragem? Normalmente, o diretor é aquele a quem atribuímos a autoria de um filme, seu fracasso ou seu sucesso. Com o nosso filme, isso não funcionaria. Para começar, E o Vento Levou foi assumido por três diretores (o oficial, Victor Fleming - foto - e os não creditados George Cukor e Sam Wood) e nenhum deles conseguiu ter liberdade suficiente para imprimir ao filme sua visão da história e seu estilo. Isso se explica pelo fato de o produtor David O. Selznick ser extremamente intervencionista.
A partir do momento em que foi anunciada a adaptação cinematográfica do romance de Margaret Mitchell, houve uma participação massiva do povo americano no projeto, tamanha era a popularidade da história. Em uma pesquisa nacional realizada na época, Clark Gable (foto) foi escolhido como o favorito do público para encarnar o protagonista Rhett Butler. Gable, que declarou nunca ter terminado de ler o livro, estava receoso e relutante em interpretar o personagem. Além disso, o ator tinha contrato com a MGM e, de acordo com o studio system, ele não poderia fazer o filme, já que estava "preso" ao estúdio de Louis B. Mayer. Selznick, no entanto, negociou com o sogro e conseguiu com que Gable fosse emprestado, desde que em troca a MGM fosse encarregada pela distribuição do filme. Gable não tinha opção. Pressionado, ele aceitou ser o intérprete de Rhett Butler, mesmo temendo decepcionar o público.
Muito mais complicada e demorada foi a escolha da protagonista feminina, a (anti)heroína Scarlett O’Hara. Diversos nomes famosos foram cogitados, como o de Bette Davis. A atriz se mostrara extremamente interessada pelo papel, mas veio a recusá-lo, uma vez que seu empréstimo para o filme estava condicionado ao empréstimo de Errol Flynn como seu par romântico (e ela odiava mortalmente o ator). Paulette Goddard (foto à esquerda) foi a atriz que mais se aproximou de ser a escolhida de Selznick. O produtor havia gostado bastante do seu teste. Por temer a má repercussão do relacionamento de Goddard com Charles Chaplin, Selznick acabou por desistir dela.
Mais de 1.400 atrizes se candidataram ao papel e mais de 400 testes foram realizados. Myron Selznick, irmão de David, estava trazendo para os Estados Unidos o ator inglês Laurence Olivier para seu primeiro filme americano. Olivier tinha um caso com Vivien Leigh (foto à direita), atriz desconhecida nos Estados Unidos. Como o casal não queria se separar, a vinda de Leigh tornava-se necessária. Myron teve, então, a ideia de indicar Leigh para o papel de Scarlett. Ao apresentar a atriz ao irmão, ele disse: “Eis sua Scarlett!” David Selznick já havia visto alguns filmes da atriz e não havia se impressionado. No entanto, ele ficou encantado com o teste da inglesa. Boa parte do público repercutiu negativamente a escolha de uma atriz não americana para o papel de Scarlett O’Hara. Hoje em dia, é quase impossível pensar em outra atriz na pele da personagem icônica.
Muitos problemas interferiram nas filmagens de E o Vento Levou. Selznick exigiu diversas mudanças no roteiro, que acabou sendo escrito a cinco mãos. Paginas do script chegavam a ser reescritas no mesmo dia de sua filmagem. Para a direção do longa-metragem, o produtor convidara o amigo George Cukor. Após algum tempo de filmagem, Selznick o afastou da produção, afirmando não estar gostando do resultado. Cukor, conhecido por saber retratar com sensibilidade o universo feminino, tinha uma ótima relação com Leigh e Havilland, mas não se dava bem com Gable. O ator sentia que o diretor dava muito mais atenção às mulheres. No lugar de Cukor, que era homossexual, Selznick colocou Victor Fleming, que tinha a fama de machista, e que era amigo de Gable. Leigh e Havilland odiavam o novo diretor. Após brigas homéricas com Leigh, Fleming se afastou. Sam Wood foi então chamado, mas Selznick não gostou nada do resultado, sendo obrigado a chamar Fleming de volta para dirigir o restante das principais cenas.
E o Vento Levou estreou nos Estados Unidos em 15 de dezembro de 1939. O filme ganhou oito Oscars (Melhor Filme, Direção, Roteiro, Atriz, Atriz Coadjuvante, Direção de Arte, Fotografia e Montagem) além de dois prêmios especiais pelos avanços técnicos promovidos pelo longa. O filme continua a ser o campeão absoluto de bilheteria em termos de número de espectadores (202 milhões de ingressos vendidos*), superando, neste quesito, o campeão de arrecadação, o filme Avatar (2009), de James Cameron (61 milhões de ingressos*). E o Vento Levou sustenta, portanto, há 72 anos, o status de filme mais visto de todos os tempos nos cinemas. Muito ainda pode ser dito sobre ele, mas este é apenas o primeiro texto da nossa coluna e, com certeza, o clássico produzido por David O. Selznick aparecerá por aqui outras vezes.