quinta-feira, 10 de maio de 2012

As Melhores Cenas de Sexo do Cinema - Parte 2

Já era tempo do Clube do Filme realizar a segunda parte da lista de maior sucesso do blog! No post de hoje, relembraremos algumas das melhores cenas de sexo do cinema. Confira!


1 - O Jovem Frankenstein (1974)
Dir.  Mel Brooks



Uma cena de sexo pode ser engraçada (e muito!). No irresistível O Jovem Frankenstein, Elizabeth (interpretada pela divertidíssima Madeline Kahn) é sequestrada pelo Frankenstein (Peter Boyle) e tem uma eletrizante noite de amor com o monstro. 

Assista a um trecho da cena

2 - Império dos Sentidos (1976)
Dir. Nagisa Ôshima




Obra-prima do erotismo, Império dos Sentidos é um dos filmes mais audaciosos a falar de sexo. O filme japonês, co-produzido pela França, é baseado em um acontecimento real que causou escândalo no Japão. O amor obsessivo entre empregada e patrão ganha contornos absurdos! No momento clímax do filme, os amantes vão ao extremo em busca de prazer numa cena impressionante de sufocamento.


Assista ao trailer do filme.

3 - Rede de Intrigas (1976)
Dir. Sidney Lumet




A cena de sexo entre Diana (Faye Dunaway) e Max (William Holden), no clássico Rede de Intrigas, não é particularmente sexy, mas é extremamente ousada e inusitada. Nela, a dominadora e workaholic Diana, domina seu parceiro e tem o orgasmo feminino mais rápido da história. 


Assista a um trecho da cena

4 - Amargo Regresso  (1978)
Dir. Hal Ashby




John Voight e Jane Fonda ganharam Oscar's por suas performances em Amargo Regresso. Ele interpreta Luke, um veterano de guerra paraplégico, e ela vive Sally, uma mulher casada. A sensual cena de amor dos protagonistas marcou época. Repleta de belos closes, a cena termina com Luke levando Sally ao êxtase. 


Assista à cena.

5 - Corpos Ardentes (1982)
Dir. Lawrence Kasdan



Em Corpos Ardentes, Ned (William Hurt) conhece a sexy e perigosa Matty (Kathleen Turner) e fica obcecado por ela. Na cena mais famosa do filme, a moça o rejeita e se tranca em casa. Ela o provoca e o desafia, parada no meio da sala, enquanto ele a observa pela janela. Ned, então, quebra uma das vidraças, invade a casa e a possui no carpete.

Assista a um trecho da cena . 

6 - Minha Adorável Lavanderia (1985)
Dir. Stephen Frears



No filme cult de Stephen Frears, o punk Johnny (Daniel Day-Lewis) e  o paquistanês Omar (Gordon Warnecke) são apaixonados um pelo outro e nutrem um caso em segredo. Numa das melhores cenas do filme, eles fazem amor, e quase são descobertos.


Assista à cena.

7 - Betty Blue (1985)
Dir. Jean-Jacques Beineix



O cult filme francês é recheado de cenas sensuais de sexo e nudez. O filme revela a intimidade de Zorg (Jean-Hugues Anglade) e Betty (Béatrice Dalle), que encontram o amor em suas respectivas loucuras. A cena de abertura do filme é uma tórrida cena de sexo. As primeiras frases do filme são: "Fazia uma semana que havia encontrado Betty. A gente transava todas as noites. Anunciaram tempestades para esta noite".


Assista à cena

8 - Acerto de contas (1987)
Dir.  Jim McBride




No thriller de 1987, o tenente Remy McSwain (Dennis Quaid) começa uma relação tórrida com a advogada Ann Osborne (Ellen Barkin) . A cena de sexo do casal é extremamente quente, natural e verossímil. 


Assista a um trecho da cena

9 - A  Insustentável Leveza do Ser (1988)
Dir. Philip Kaufman



O belo filme de Kaufman, adaptação do romance de Milan Kundera, contém cenas inesquecíveis. Entre elas, a famosa cena do espelho envolvendo os amantes Sabina e Tomas (Daniel Day-Lewis) e a sensualíssima cena envolvendo Sabina e Tereza (Juliette Binoche), esposa de Tomas. 


Assista a um trecho da cena

10 - Ata-me! (1990)
Dir. Pedro Almodóvar




Em Ata-me!, do mestre espanhol Pedro Almodóvar, o desequilibrado Ricky (Antonio Bandeiras) rapta Marina (Victoria Abril). Numa das cenas mais sexies do filme, o moço chega em casa todo machucado de uma surra que levou. A sequestrada cuida de seus ferimentos e os dois acabam por fazer sexo.


Assista a um trecho da cena

11 - O Piano (1993)
Dir. Jane Campion




Neste belíssimo filme de Jane Campion, Ada (Holly Hunter) se vê chantageada pelo vizinho George (Harvey Keitel). Para reaver o seu amado piano, ela deve ceder aos pedidos nada convencionais do vizinho, como o de se deitar nua com ele. Aos poucos, ela redescobre sua sexualidade e se entrega à paixão. A cena em que os personagens fazem amor, se destaca ainda pela bela fotografia e trilha sonora.

Assista à cena


12 - Despedida em Las Vegas (1995)
Dir. Mike Figgis




Ben (Nicolas Cage) é um roteirista fracassado que vai a Las Vegas com a intenção de beber até se matar. Lá, ele encontra uma prostituta, Sera (Elisabeth Shue), que o acompanhará nessa jornada. Em uma cena, Sera serve whisky a Ben de uma maneira bem sensual, em outra cena, bastante comovente, ela faz amor com o moço, quando o protagonista já está bastante debilitado e doente. 


Assista à um trecho da cena

13 - Boogie Nights (1997)
Dir. Paul Thomas Anderson




Boogie Nights, dirigido pelo fantástico Paul Thomas Anderson, fala sobre os bastidores da indústria pornográfica nos anos 70 e 80 e, como não poderia deixar de ser, apresenta várias cenas de sexo. A mais interessante delas é aquela que mostra a estreia do aspirante a ator pornô Eddie Adams (Mark Wahlberg) em frente às câmeras. Ele "contracena" com a experiente Amber Waves, interpretada pela brilhante Julianne Moore. A atriz confere um toque maternal e terno a sua personagem. 

Assista à cena.

14 - Fim de Caso (1999)
Dir. Neil Jordan



Julianne Moore, a exemplo de Kate Winslet, é uma atriz que não tem medo de se expor em cena. Ela possui no currículo algumas cenas de sexo memoráveis. No belo Fim de Caso, ela interpreta Sarah, uma mulher casada que vive um tórrido affair com Maurice (Ralph Fiennes). Uma das cenas mais lembradas é aquela em que os amantes consumam seu amor, na casa da moça, sob o perigo de serem descobertos pelo marido de Sarah. Outra é a cena de amor que antecede o acontecimento trágico que mudará o curso da história. 


Assista à cena

15 - Secretária (2002)
Dir. Steven Shainberg



O filme é uma comédia dramática que conta o envolvimento entre Lee (Maggie Gyllenhaal), uma secretária sadomasoquista e autodestrutiva, e seu patrão obsessivo-compulsivo, Edward (James Spader). O filme é recheado de atrevidas e, por vezes, divertidas cenas que mostram os jogos de submissão entre os dois personagens. No entanto, a cena de sexo mais memorável é justamente aquela em que os dois cedem à ternura e ao romantismo.


Assista a um trecho da cena.

16 - Ken Park (2002)
Dir. Larry Clark, Edward Lachman



Ken Park causou polêmica pelas cenas ousadas de sexo e pelo uso de atores muito jovens. A parte final do filme, contém diversas cenas picantes, entre elas, uma cena de sexo oral entre um trio de adolescentes.


Assista a um trecho da cena

17 - Lúcia e o sexo (2002)
Dir. Julio Medem



Lúcia e o sexo é um charmoso filme espanhol, recheado de cenas apimentadas protagonizadas pela bela atriz Paz Vega. Em uma das várias cenas picantes, Lucia (Vega) venda seu parceiro e lhe oferece partes do seu corpo para ele lamber.


Assista a um trecho cena

18 - Uma História de Violência (2005)
Dir. David Cronenberg



Já no início do filme, Eddie (Maria Bello) se veste de líder de torcida para seduzir o maridão Tom (Viggo Mortensen). Nada se compara, no entanto, à inesquecível cena de sexo na escada (desconfortável sim, mas não menos excitante!). Ótima cena, com a assinatura do grande Cronenberg.


Assista à cena.

19 - Shortbus (2006)
Dir. John Cameron Mitchell



Em Shortbus, Sofia (Sook-Yin Lee) é uma especialista em terapia sexual que, ironicamente, nunca teve um orgasmo. Certo dia, ela vai a um clube de sexo e se depara com uma monumental orgia. A cena termina com a interessante troca de olhares entre a protagonista e uma das moças presentes no recinto.


Assista a um trecho da cena


20 - Pecados Íntimos (2006)
Dir. Todd Field




Em Pecados Íntimos, Sarah (Kate Winslet) e Brad (Patrick Wilson) vivem uma tórrida aventura extraconjugal. Numa das cenas mais quentes do filme, os dois amantes transam na lavanderia.

Assista a um trecho da cena.


21 - Pecados Inocentes (2007)
Dir. Tom Kalin




O pertubador filme de Tom Kalin é baseado em fatos reais. A cena mais desafiadora do longa-metragem é aquela em que Barbara (Julianne Moore) faz sexo com o próprio filho, Antony (Eddie Redmayne). A polêmica cena de incesto causou escândalo.


Assista ao trailer do filme.

22 - O Leitor (2008)
Dir. Stephen Daldry



Em O Leitor, os caminhos de Hannah (Kate Winslet) e Michael (David Kross) se cruzam. O estudante fica fascinado com a misteriosa mulher que tem praticamente o dobro de sua idade. Os dois iniciam um intenso relacionamento amoroso. A primeira cena de amor dos dois personagens, que corresponde à iniciação sexual de Michael, é um dos melhores momentos do filme.  

Assista ao trailer do filme. 


23 - Cisne Negro (2010)
Dir. Darren Aronofsky




A questão da sexualidade é um dos elementos centrais do drama psicológico Cisne Negro. Uma das cenas mais picantes do filme, é aquela em que a reprimida Nina (Natalie Portman) se entrega às pulsões e se envolve com Lily (Mila Kunis). A aura de pesadelo e a ambiguidade  entre realidade e ilusão conferem um caráter ainda mais impactante à cena.

Assista à cena.

24 – Shame (2011)
Dir. Steve McQueen



O recente Shame conta a história de Brandon (Michael Fassbender), um homem viciado em sexo. Uma das cenas mais quentes do filme é aquela em que o protagonista, torturado por não consumar o ato sexual com sua colega de trabalho, que demonstra afeto por ele, transa com uma prostituta em frente a uma janela no alto de um prédio.

Assista ao trailer do filme




Gostou? Faltaram cenas que te marcaram? Dê sua opinião e colabore para a próxima lista. 


Relembre a Primeira Parte da nossa lista. 



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Tiranossauro - 2011

Título Original: Tyrannosaur
País: Inglaterra
Lançamento: 2011
Direção: Paddy Considine
Atores: Peter Mullan, Olivia Colman, Eddie Marsan
Duração: 92 min
Gênero: Drama

"It's dog all together!"


Hannah e Joseph - o socorro pode vir do lugar mais inesperado. 


Um dos filmes que mais chamaram a atenção no cenário indie em 2011, foi o britânico Tiranossauro. O premiado longa-metragem é apenas o segundo filme como diretor de Paddy Considine e seu primeiro longa-metragem. Considine começou sua carreira como ator em 1999 e, desde então, esteve presente em mais de 20 filmes, dentre eles O Ultimato Bourne (2007) e Terra dos Sonhos (2004). Apesar do sucesso como realizador e de ter sido considerado uma das maiores revelações como tal, neste ano que passou, o muiti-talentoso inglês de 37 anos não pretende abdicar de sua consistente carreira como intérprete para se dedicar apenas à direção. Nos seus próximos projetos, já anunciados, ele prestará seus serviços como ator. Além de atuar e dirigir, Considine tem créditos de roteirista. É dele, inclusive, o roteiro de Tiranossauro. O filme foi lembrado em diversas premiações em 2011/2012, tendo levado prêmios no Sundance Film Festival, no BAFTA, no British Independent Film Awards e tendo sido indicado ao Independent Spirit Awards.  

Em Tiranossauro, Considine retoma os personagens principais do seu premiado curta-metragem de 16 minutos, Dog Altogether (2008). Joseph é um homem amargurado, violento, atormentado pela raiva e pela culpa. Levando uma vida sem sentido e sem paz, o cinquentão parece ver as coisas piorarem após matar o próprio cachorro em um acesso de raiva e ao ter que lidar com a doença terminal do seu melhor amigo. Muito do passado do protagonista resta obscuro, mas tudo nos leva a crer que a vida de Joseph foi marcada por inúmeros erros, sofrimentos e prováveis crimes. Certo dia, ele invade a butique de Hannah que, ao invés de expulsá-lo ou chamar a polícia, ora por ele. A vida de Hannah também é marcada pela dor. A moça sofre por não poder ter filhos e ainda tem que lidar com um marido sádico e desequilibrado. Os caminhos de Hannah e Joseph se cruzam e, a partir de então, uma relação inusitada se estabelece.

Peter Mullan interpreta um homem marcado pelo desespero e em busca de redenção.

Uma das maiores qualidades do cinema independente é a maneira com a qual as relações humanas são desvendadas e exploradas. Tais relações ocupam quase sempre o primeiro plano das narrativas, calcadas no quotidiano das pessoas, no que pode ocorrer de mais absurdo e chocante entre quatro paredes, numa comunidade ou no seio de uma família. É louvável o interesse dos cineastas independentes pelo ser humano, suas incongruências, seus monstros internos e sua beleza. Nada é mais devastador do que a dor e a miséria humana. Considine escreveu e realizou um longa-metragem pertubardor, por vezes revoltante, mas, sobretudo, humano. Joseph e Hannah, os personagens centrais, são pessoas à beira de um abismo, que se encontram para se salvarem mutuamente. 

Em certo momento, um amigo de Joseph diz "Somos todos cachorros" (It's dog all together - referência ao título do primeiro filme do diretor).  A figura do "cachorro" ocupa um lugar fundamental na narrativa. Não só os personagens levam uma "vida de cachorro", ou seja, uma vida infeliz, cheia de misérias, como se sentem tratados como cachorros pela vida, como animais, seres isentos de humanidade. O "sacríficio" dos dois cães na trama tem significados muito fortes. Considine sabe que pouca coisa é mais impactante para o espectador, principalmente para aquele proveniente do mundo ocidental, do que cenas de violência contra cachorros. O diretor/roteirista utiliza os sacrifícios para marcar as mudanças no protagonista. O primeiro assassinato é o estopim da derrocada do personagem, o segundo representa a morte do lado selvagem do personagem, um sacrifício necessário para que ele se reerga. Ambas as mortes são injustas, mas tem valores diferentes. Na primeira, Joseph fere quem o ama, assim como fazia com sua falecida mulher. A segunda é compreendida pelo personagem como uma atitude necessária, uma forma de combater a injustiça e o mal do mundo. Joseph carrega o luto pelas duas mortes.

Olivia Colman confere vulnerabilidade e profundidade a uma personagem trágica e encantadora.

Além do ótimo e sensível roteiro, Considine confere ao filme um tempo e um ritmo próprios, dando um peso necessário a cada descoberta, investindo nas reações dos personagens, nas trocas de olhares, nos não-ditos, nos silêncios. Merecem elogios também a bela trilha sonora de Barker e Baldwin, a fotografia de Erik Wilson (que confere um tom invernal e cinzento à história), a inteligente edição de som e a eficiente montagem. O filme ainda se beneficia muito das atuações de seu ótimo elenco, a começar pelo sensacional ator escocês Peter Mullan, com sua maravilhosa e profunda voz grave. A performance do ator impressiona pelo vigor, pela entrega, pela maneira com a qual ele retrata a jornada emocional de seu personagem. A atuação de Olivia Colman é uma pequena jóia. A atriz encarna com uma sensibilidade fora do comum sua personagem trágica e é difícil não se emocionar com sua performance. Eddie Marsan, por sua vez, surge assustador e sua participação é extraordinária.


Tiranossauro é um filme nó-na-garganta, uma obra arrasadora e envolvente. Sem dúvida, trata-se de um dos melhores longas independentes de 2011. 


Assista ao trailer:



quarta-feira, 18 de abril de 2012

Atores que não têm o destaque ou o reconhecimento que merecem!

O Clube do Filme homenageia ótimos atores que são constantemente subestimados ou pouco prestigiados pela mídia. Tais atores raramente têm seus talentos reconhecidos pela crítica ou por premiações da indústria cinematográfica. Muitas vezes, encontram dificuldades de encontrar bons papéis e são relegados a personagens de segundo plano. Quando se lançam a projetos interessantes, passam despercebidos. Ainda há o caso de atores com longas e consistentes carreiras, mas que nunca tiveram o reconhecimento ou o destaque que merecem. No post de hoje, o Clube do Filme relembra os talentos que mereciam ser mais valorizados ou melhor aproveitados no cinema atualmente.

Em ordem alfabética:

1. Alan Rickman



Grande ator inglês, com um currículo invejável e que, absurdamente, não tem nenhuma indicação ao Oscar. Recentemente, ele esteve fantástico na série Harry Potter.

2. Brendan Gleeson



Um excepcional ator irlandês relegado constantemente a papéis menores. O eterno coadjuvante esteve em Coração Valente (1995), na franquia Harry Potter e na comédia Na Mira do Chefe (2008).

3. Christina Ricci



Ela se destacou como atriz-mirim e mostrou seu talento em filmes como A Família Adams (1991), O Oposto do Sexo (1998) e Monster – Desejo Assassino (2003). Há algum tempo, a atriz não se envolve em uma produção de destaque.

4. Djimon Hounsou



Ele nasceu em Cotonou, na África. O ator teve atuações excepcionais em Amistad (1997), Terra dos Sonhos (2002) e Diamante de Sangue (2006).

5. Edward Norton



Um dos melhores atores americanos de sua geração, muitas vezes, esnobado pelas premiações.

6. Ewan McGregor



O ator escocês é extremamente talentoso e versátil, mas, até hoje, não foi indicado ao Oscar. Recentemente, ele esteve ótimo em Toda Forma de Amor (2011).

7. Gary Oldman



Um dos maiores atores ingleses da atualidade, tem trabalhos inesqueciveis no cinema e já foi esnobado diversas vezes pelas grandes premiações. Ele foi indicado pela primeira vez ao Oscar neste ano! Entre seus maiores trabalhos estão Sid & Nancy (1986) e Drácula de Bram Stoker (1992).

8. Gillian Anderson



A talentosa atriz americana já trabalhou no teatro, no cinema e na televisão. Ela foi revelada na série Arquivo X, mas ainda não conseguiu um grande papel no cinema. Sua atuação no filme A Essência da Paixão (2000) prova o que ela é capaz de fazer.

9. Guy Pearce



O ator australiano já provou diversas vezes que é bem mais do que um simples galã.

10. Ian McKellen



O ator tem mais de 40 anos de carreira, mas conquistou fama internacional há pouco tempo com seu icônico personagem Gandalf na trilogia Senhor dos Anéis. Antes disso, ele já havia sido indicado ao Oscar por sua excelente performance por Deuses e Monstros (1998). Ele também deu vida a Magneto na série X-Men. Particularmente, sinto falta de vê-lo com mais frequência nas telonas.

11. Jamie Lee Curtis



Filha de Tony Curtis e Janet Leigh, a atriz tem um timing cômico único e performances sensacionais em filmes como Um Peixe Chamado Wanda (1988) e True Lies (1994). A dificuldade de encontrar bons papéis a fez cogitar a aposentadoria recentemente.

12. Joan Allen



A excelente atriz americana já foi indicada ao Oscar três vezes, mas vem sendo esnobada em seus últimos trabalhos e nem sempre é presenteada com papéis do seu calibre.

13. John Cusack



Um grande ator que nunca teve o reconhecimento que merece e que vem se lançando a filmes menores ou blockbusters.

14. John Lithgow



Um ator excepcional, que brilhou na televisão americana e que teve trabalhos de destaque no cinema no passado. Ele, no entanto, parece não encontrar bons papéis atualmente no cinema. Um desperdício!

15. John Malkovich



Um ator extremamente talentoso que nem sempre teve o reconhecimento que merece. Há algum tempo, o ator não é visto em um papel de destaque no cinema.

16. Kathleen Turner



Kathleen Turner foi um dos grandes símbolos sexuais dos anos 80, mas provou em diversas ocasiões que era também uma grande atriz. Hoje em dia, a atriz (como muitas da sua geração) enfrenta dificuldades de encontrar bons papéis.

17. Laura Dern


A atriz é talentosa, mas muitas vezes mal aproveitada. Ela brilhou em filmes de David Lynch e na recente série Enlightened. 

18. Laura Linney

Ela já foi indicada ao Oscar três vezes, mas nunca se tornou uma grande celebridade. Ela é capaz de roubar a cena como coadjuvante e atualmente brilha na série televisiva The Big C.

19. Lisa Kudrow



Provavelmente, a atriz mais talentosa da série Friends. A humorista já fez alguns filmes para o cinema, mas nunca conseguiu repetir o sucesso de Phoebe. Talento é o que não falta!

20. Mary Louise Parker



Além de bela, Mary Louise Parker é uma fantástica atriz. Ela se destacou na televisão americana, na série Weeds e na minissérie Angels in America. A atriz merece bons papéis no cinema.

21. Mia Farrow



Mia Farrow é, sem dúvida, uma das atrizes mais subestimadas do cinema. Apesar de ter vários grandes trabalhos como em O Bebê de Rosemary (1968) e em filmes de Woody Allen, a atriz nunca foi indicada ao Oscar.

22. Naomi Watts



Naomi Watts é uma das melhores atrizes de sua geração. Ela foi esnobada no Oscar por sua atuação em Cidade dos Sonhos (2001). A atriz costuma escolher bons projetos, mas poucas vezes tem o destaque que merece.

23. Patricia Clarkson



Patricia Clarkson é uma excelente atriz americana, normalmente vista em papéis coadjuvantes.

24. Paul Giamatti



O ator, sempre interessante, foi esnobado pelo Oscar por Sideways - Entre Umas e Outras (2004) e Anti-Herói Americano (2003). Ele é normalmente visto em produções independentes.

25. Robin Wright



Ex-Sra. Penn, a bela Robin Wright nunca foi devidamente reconhecida pelo seu talento.

26. Samantha Morton



A interessantíssima atriz inglesa foi indicada ao Oscar por Poucas e Boas (1999) e Terra dos Sonhos (2003) e esnobada pela sua ótima performance em Minority Report (2002).

27. Sigourney Weaver



A atriz é muito mais do que a tenente Ripley, mas raramente tem a oportunidade de provar.

28. Steve Buscemi



O eterno coadjuvante que brilhou em Fargo (1996), provou na série Boardwalk Empire que tem cacife para ser protagonista.

29. Toni Colette



A atriz australiana dificilmente deixa a desejar. Ela esteve excelente em filmes como O Casamento de Muriel (1994), roubou a cena em uma pequena participação em As Horas (2002) e esteve magnífica na série United States of Tara.

30. William H. Macy



Outro eterno coadjuvante, William H. Macy tem um currículo invejável e trabalhos memoráveis no cinema e na televisão.

E para você? Quais são os atores mais subestimados, esnobados ou mal aproveitados do cinema? Contribua com a nossa lista. 



quarta-feira, 11 de abril de 2012

Espelho, Espelho Meu - 2012

Título Original: Mirror Mirror
País: EUA
Lançamento: 2012
Duração: 106 min
Direção: Tarsem Singh
Atores: Lily Collins, Julia Roberts, Armie Hammer e Nathan Lane
Gênero: Comédia / Aventura / Romance

Lily Collins dá vida a Branca de Neve em Espelho, Espelho Meu



A mais nova moda em Hollywood parece ser resgatar contos de fada e fazer releituras "modernas". Depois do famigerado A Garota da Capa Vermelha (2011) sobre Chapeuzinho Vermelho, temos, no mesmo ano, dois filmes sobre Branca de Neve: Espelho, Espelho Meu (2012) e Branca de Neve e o Caçador (2012). E não pára por aí: já foi anunciada a adaptação de A Bela Adormecida para as telonas. O filme contará com a participação de Angelina Jolie. Um dos pioneiros na adaptação em live-action (com atores reais) de contos de fada para o cinema foi o francês Jean Cocteau, com  A Bela e a Fera (1946). Foi, no entanto, através das animações da Disney que tais narrativas se popularizaram nas telonas, com Branca de Neve e os Sete Anões (1937), Pinocchio (1940), Cinderela (1950), A Bela e a Fera (1991), entre outros. Com a exceção do clássico de Cocteau, é difícil citar excelentes filmes em live-action que tenham abordado o universo do conto de fadas. Recentemente, Tim Burton se aventurou com Alice no País das Maravilhas (2010), mas o resultado foi menos interessante do que poderíamos esperar.

O primeiro dos filmes sobre Branca de Neve a ser lançado neste ano é Espelho, Espelho Meu. O longa-metragem foi dirigido pelo indiano Tarsem Singh, que, até então, havia realizado apenas 3 filmes na carreira, entre eles A Cela (2000). É interessante salientar que Singh parece ser especialista em obras de fantasia, já que todos os seus filmes pertencem a esse gênero. Inspirado no célebre conto dos irmãos Grimm, o roteiro de Espelho, Espelho Meu ficou a cargo de Jason Keller e Melissa Wallack, que também não possuem um currículo extenso ou expressivo. Tudo relacionado ao projeto nos levaria a crer que ele seria uma bomba homérica ou mais um filme medíocre. Eis, no entanto, que o filme se revela uma grata surpresa, ainda que não tenha nada de extraordinário ou inovador.

O filme se inicia com uma excelente sequência de animação que contextualisa a história. Mas como todo mundo já conhece a trama de Branca de Neve, seria necessário fazer com que algo saísse do lugar-comum. Este é o primeiro acerto do filme: criar um prólogo narrado por ninguém menos que a bruxa que, desde esse momento, revela ter um senso de humor bastante peculiar. É interessante observar que os roteiristas subvertem a história do clássico, acrescentando e transformando diversos elementos da narrativa, mas não a descaracterizando completamente. Keller e Wallack encontram espaço, em sua narrativa modernosa, para a maçã envenenada, para o espelho mágico, para os sete anões etc. Não deixa de ser curiosa a inversão de papéis que os autores operam na trama, fazendo Branca de Neve dar o beijo que retirará o feitiço do príncipe. Um relance de feminismo?  Infelizmente, os roteiristas caem em inúmeros clichês aborrecidos, como a irritante tendência hollywoodiana de transformar toda mocinha em guerreira. Essa tendência talvez possa ser encarada como uma mudança na forma de representação das mulheres no cinema. Até mesmo a princesa de conto de fadas pode se defender sozinha, ou quase... Mas, enfim, eu divago. 

O maior acerto do filme é investir na comédia e é nesse gênero que ele se mostra bem sucedido. Apesar de apostar na ironia e, por vezes, no tom parodístico, o filme resgata um tipo de humor leve e inocente que a tempo não se via no cinema.  Obviamente os roteiristas utilizam a auto-derisão para zombar dos procedimentos do conto de fadas, algo que a série Shrek já havia feito de maneira mais inteligente. No entanto, a leveza da trama e a performance inspirada dos atores, fazem do filme um divertimento saudável. O filme, infelizmente, cai numa armadilha bastante comum. No último ato, consagrado às resoluções dramáticas, o filme fica formulaico e previsível . E quando o espectador pensa que tudo acabou, eis que Singh resolve homenagear suas origens e faz uma sequência musical à la Bollywood. Bisonho? Talvez. Constrangedor? Provavelmente. O filme, no entanto, te deixa de tão bom humor, que é provável que muito espectador saia do cinema balançando os ombrinhos ao som da musiquinha I Believe (in love).

Encabeçando o elenco, temos a estrela Júlia Roberts, no papel de vilã. Há alguns anos, a atriz não fazia algo digno de nota. Desde Closer, ela parece estar tendo dificuldades para encontrar bons papéis. Em Espelho, Espelho Meu, ela tem a oportunidade de brilhar e não a desperdiça. Roberts brinca e se diverte com sua personagem, que definitivamente não exige muito de suas habilidades artísticas. O carisma da atriz cai como uma luva para o papel da bruxa malvada e ela prova que continua com um ótimo timing cômico.  O único problema com a personagem é o figurino e a maquiagem. A bruxa do clássico da Disney era muito mais atraente e bonita do que a encarnada por Julia Roberts e isso em 1937! A novata e promissora Lily Collins surge com suas grossas sobrancelhas no papel de Branca de Neve. A moça não chega a impressionar, mas não faz feio. Ela ainda nos remete a Anne Hathaway. Armie Hammer, descoberto em A Rede Social (2010), prova ser uma das grandes revelações masculinas dos últimos anos. O galã é um Brendan Fraser melhorado e se entrega completamente à comédia, surpreendendo. Nathan Lane surge mais uma vez engraçado, com suas caras e bocas habituais. Por fim, deve-se fazer uma menção aos atores que interpretam os anões, todos muito bons.

Ainda que não tenha gostado do figurino (e eu gostaria de saber o porquê da insistência com o amarelo gema), o filme apresenta um bom espetáculo visual, com uma fotografia eficiente e um bom uso dos efeitos especiais. A direção de arte é exemplar. No final das contas, Espelho, Espelho Meu é um entrenimento tão despretensioso que chega a ser um filme charmoso e divertido. Nesse sentido, ele acaba sendo superior a muitas outras comédias lançadas atualmente, já que diverte sem precisar apelar para a vulgaridade, escatologia ou coisas do gênero... E mais: acredito que o filme será igualmente atraente para o público infantil. Em suma, Espelho, Espelho Meu é um bom filme Sessão da Tarde.

Assista ao trailer: