terça-feira, 13 de setembro de 2011

Cena do Dia - A bela adormecida (1959)

O final de A bela adormecida é um dos momentos mais românticos e mágicos do cinema. A história todo mundo conhece. A bruxa Malévola lança um fetiço sobre uma bela princesa: Quando Aurora completar 16 anos, ela espetará o dedo no fuso de uma roca e cairá em um sono eterno. Somente um beijo de amor poderá despertá-la. O filme da Disney termina com a dança da princesa Aurora e do príncipe Philip. As fadas protetoras de Aurora (Fauna, Flora e Primavera), não entrando em acordo em relação à cor do vestido da princesa, fazem com que o vestido mude de cor durante a valsa. Ao final temos a transição do salão para às nuvens e das nuvens para o livro. O belo final deste conto de fadas é a nossa Cena do Dia.

Assista à cena


Clube do Filme no Portal Uai

 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cena do Dia - Herói (2002)

Herói de Yimou Zhang conta a história de um homem que afirma ter matado os três assassinos mais perigosos da China Antiga (pré-unificação). O longa chinês, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, é dotado de uma plasticidade maravilhosa. O espetacular uso das cores e a belíssima coreografia das lutas podem ser verificadas na Cena do Dia, que mostra o confronto entre Neve que Voa (Maggie Cheung) e Lua (Ziyi Zhang) por entre as folhas de outono. Delicie-se com a beleza da fotografia, o lirismo e a dramaticidade da cena:


  


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Edith Piaf e sua cinebiografia (Piaf - Um hino ao amor)

Título original: La Môme
Lançamento: 2007
País: França, República Tcheca, Inglaterra
Direção: Olivier Dahan
Atores: Marion Cotillard, Sylvie Testud, Pascal Greggory, Emmanuelle Seigner.
Duração: 140 min
Gênero: Biografia/ Drama



Edith Piaf, ou Edith Giovanna Gassion, nasceu em 19 de dezembro de 1915, em Belleville, quartier popular de Paris. Sua mãe cantava em cafés e seu pai, ex-ator de teatro, era acrobata de rua. A pequena Edith foi abandonada pelos pais ainda bebê, ficando por 18 meses na casa da avó, em um ambiente de extrema insalubridade. Depois da temporada com a avó, a criança foi deixada pelo pai em um prostíbulo onde a mãe trabalhava. Aos três anos, Edith ficou cega devido a uma doença chamada queratite. Ela recuperou a visão aos sete anos. Após retornar da Primeira Guerra Mundial, o pai buscou a menina e a levou para viver com ele. Eles passaram a se apresentar em circos itinerantes e em ruas de toda a França. Aos 18 anos, Piaf teve uma filha que faleceu, aos dois anos, de meningite. 

A partir dos 14 anos, Edith começou a cantar nas ruas. Ela recebeu o apelido de “la môme Piaf” (“pardalzinho”, em francês coloquial) aos 20 anos por Louis Leplée, seu primeiro mentor, dono do cabaret Le Gerny's. Ele a descobriu cantando na rua. A partir de então, o sucesso de Piaf foi meteórico. Ela se tornou a cantora francesa mais famosa dentro e fora da França. No final, dos anos 40, ela fez uma temporada de shows nos Estados Unidos, onde conheceu Marcel Cerdan, famoso pugilista, por quem se apaixonou perdidamente. Ele morreu em um acidente de avião em 1949, deixando-a completamente arrasada.  Piaf tinha poliartrite aguda e tornou-se dependente de morfina. Ela morreu aos 47 anos, em 1963, devido aos excessos, à dependência química e ao sofrimento. 

O drama Piaf - Um hino ao amor relata os principais acontecimentos da vida da cantora. Este é o filme mais conhecido de Olivier Dahan, que também assinou o roteiro do filme, junto com Isabelle Sobelman. O cineasta francês de 44 anos optou por não adotar uma cronologia convencional, realizando vários saltos no tempo. Essa estrutura adotada pelo diretor talvez seja o único ponto fraco do filme, já que ela confere à narrativa um tom confuso e, por vezes, caótico. Assim, algumas questões vêem, eventualmente, à mente do espectador: “Isso aconteceu quando exatamente na vida da protagonista?” ou “Passaram-se meses, dias ou anos?” O filme também deixa algumas pontas soltas com relação a alguns personagens importantes, como Simone (Sylvie Testud) e Louis Léplée (Gérard Depardieu). 

As qualidades do longa parecem, no entanto, superar suas falhas. A bela fotografia de Tetsuo Nagata pontua muito bem, através das cores, as fases da vida da protagonista. Nagata adota tons frios no início e no fim da vida da cantora e tons quentes e cores vibrantes no auge de seu sucesso. O trabalho de maquiagem também é fantástico, conseguindo transformar a bela atriz Marion Cotillard em várias Piaf’s: a jovem e pobre; a bela e rica; e a doente e decadente. E o que dizer da deliciosa trilha sonora, recheada de músicas de Piaf, assim como de outras famosas canções francesas? A direção de Dahan também nos presenteia com belos momentos. O mais bonito deles é o plano sequência que mostra a protagonista descobrindo a morte do amante, Marcel. A sequência termina com uma bela transição para o palco, linda metáfora da superação da dor através da arte. 

Marion Cotillard é o grande trunfo do filme. A performance da atriz é, sem dúvida, uma das melhores e mais impactantes da última década. Sua composição é extremamente minuciosa. Ela parece, por exemplo, se diminuir para ficar com os 1.42m de Piaf. Impressiona também o fato da atriz retratar tão bem as diversas fases da vida de Edith Piaf: a insegurança da juventude, a confiança que veio do sucesso, o efeito das perdas, a dependência química e todos os altos e baixos da vida da cantora. 

Piaf – Um hino ao amor ganhou o Oscar de Melhor Atriz e Melhor Maquiagem. O filme francês é um impactante drama biográfico, essencial para quem admira a inigualável cantora francesa, mas também para quem quer ver uma bela produção, com uma atuação inesquecível de sua protagonista. 

Assista ao trailer:


Cena do dia - Elizabeth: A Era de Ouro (2007)

Elizabeth: A Era de Ouro não chega aos pés do seu antecessor Elizabeth (1998), mas tem uma cena que merece ser lembrada. No filme de 2007, a Rainha Elizabeth tem que lidar com múltiplas crises, um complô de assassinato, o exército espanhol e ainda problemas amorosos. A Cena do Dia mostra o momento em que um representante da coroa espanhola, Don Guerau De Spes, insulta e desafia Elizabeth. Mas ela não deixa barato, respondendo energicamente com as melhores falas do filme. Essa cena valeu a indicação ao Oscar para a grande Cate Blanchett.

Leia:

Go back to your rathole! Tell Philip I fear neither him, nor his priests, nor his armies. Tell him if he wants to shake his little fist at us, we're ready to give him such a bite he'll wish he'd kept his hands in his pockets!

Volte ao seu buraco de rato! Diga a Philip que eu não temo nem ele, nem seus padres, nem seus exércitos. Diga a ele que se ele quiser balançar o seu pulsinho contra nós, estamos prontos para dar uma mordida tão grande que ele vai desejar ter mantido as mãos no bolso!

I, too, can command the wind, sir! I have a hurricane in me that will strip Spain bare when you dare to try me!

Eu também posso comandar o vento, sir! Eu tenho um furacão em mim que vai destruir a Espanha quando vocês ousarem me testar!

Assista à cena:






quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cena do Dia - Uma rua chamada pecado (1951)

Uma rua chamada pecado é um grande clássico do cinema, dirigido por Elia Kazan e estrelado pelo jovem Marlon Brando e a maravilhosa Vivien Leigh. O filme é uma adaptação da peça premiada de Tennessee Williams, “Um bonde chamado desejo”. O filme aparecerá muitas vezes na Cena do Dia, já que é um dos meus favoritos. A cena escolhida de hoje é aquela em que os protagonistas Blanche e Stanley se conhecem. Observe que Blanche o espia entrando na casa, como um animal amedrontado e, logo após, o choque dos dois quando finalmente seus olhares se cruzam. Este primeiro encontro é carregado de um clima sensual e podemos suspeitar que, desde o primeiro encontro, exista algum tipo de atração entre os dois. O sex appeal de Brando, seus modos rudes e a naturalidade de sua atuação são inesquecíveis.

Assista à cena:




terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cena do Dia - Um estranho no ninho (1975)

A obra-prima de Milos Forman, Um estranho no ninho, conta a história de R.P. McMurphy (Jack Nicholson), um malandro que se faz de louco para escapar do trabalho na prisão, mas que acaba passando por maus bocados em um hospital psiquiátrico. No manicômio, o protagonista se rebela contra o tratamento recebido por ele e pelos outros internos, sobretudo, contra a déspota enfermeira Ratched (Louise Fletcher). O filme ganhou 5 Oscar’s: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Roteiro. A Cena do Dia mostra o momento em que McMurphy começa a simular estar assistindo um jogo na televisão, atraindo a atenção dos outros internos que acabam compartilhando desta ilusão. Eles haviam sido proibidos de assistir a final da World Series e o uso da imaginação foi a maneira que McMurphy encontrou para driblar o autoritarismo da enfermeira Ratched.

Assista à cena (até 1min 27): 


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Cena do Dia - Kill Bill vol. 2

Kill Bill vol. 1 já foi citado algumas vezes na Cena do Dia. Já era a hora de Kill Bill vol. 2 aparecer por aqui. Nesta continuação, a Noiva vai atrás dos três últimos inimigos que ela pretende matar: Budd, Elle e Bill. A Cena do Dia mostra o aguardado confronto entre a Noiva (Uma Thurman) e Elle (Daryl Hannah). O embate das musas é super violento, com direito a vôos, golpes marciais, tentativa de afogamento no vaso, olho arrancado e uma quebradeira total do trailer. E as duas atrizes se superam, ambas com performances fenomenais! Tarantino não alivia em nada e faz uma das sequências de luta mais longas e violentas do cinema. Destaque para a ótima frase de efeito pronunciada pela Noiva: “Bitch, you don’t have a future!”

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Melancolia (2011)

Título original: Melancholia
Lançamento: 2011
País: Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Suécia 
Direção: Lars von Trier 
Atores: Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling. 
Duração: 130 min 
Gênero: Drama/Ficção Científica




Lars Von Trier é conhecido por ser um dos cineastas mais pessimistas do cinema contemporâneo. Sua falta de fé na humanidade, ou melhor, sua consciência de que o ser humano é capaz das maiores atrocidades por motivos torpes ou obscuros se faz presente em boa parte de sua filmografia. Dito isso, Melancolia é o filme menos cruel do diretor. Apesar de narrar uma situação extrema, o fim do mundo, o diretor parece adotar um olhar mais complacente com o ser humano.

Melancolia
é dividido em duas partes, cada uma com o nome de uma das protagonistas: Justine (Kirsten Dunst) e Claire (Charlotte Gainsbourg). A primeira parte focaliza a festa de casamento de Justine, já a segunda, mostra a aproximação do planeta Melancholia que, ao que tudo indica, se chocará com a Terra. Assim como ocorreu em seu penúltimo filme, Lars Von Trier opta por iniciar sua narrativa com um prólogo que mostra imagens extremamente líricas em câmera lentíssima.

Dotados de uma plasticidade maravilhosa, esses planos iniciais se assemelham a pinturas e são carregados de simbologias.  Assim, os planos que mostram as raízes que prendem Justine ao solo e a mesma boiando em um rio (como a louca Ofélia de Hamlet), vestida de noiva, indicam a dificuldade da personagem em se entregar a uma nova etapa de sua vida, assim como sua resistência ao casamento. Impressiona também a fisionomia de Kirsten Dunst, impassível e obviamente melancólica. Coincidentemente, o prólogo de Melancolia carrega certa semelhança com a longa sequência que aborda a natureza, em A árvore da vida (2011).

Filmado em uma linda região da Suécia, o longa se passa basicamente em um belo e gigantesco château onde moram Claire, o marido e o filho. Na primeira parte do filme, vemos uma exuberante festa de casamento se transformar gradualmente em um pesadelo. Justine nos é apresentada como uma figura doce e feliz e, pouco a pouco, vemos essa máscara de felicidade desaparecer e sua personalidade depressiva vir à tona. Durante a festa, torna-se claro que Justine faz parte de uma família disfuncional, com um pai ausente e mulherengo, uma mãe amarga e uma irmã superprotetora. A personalidade melancólica de Justine revela ser um problema para família já que todos têm dificuldade de lidar com a mesma e insistem em perguntar se ela está feliz.

A segunda parte, ainda mais dramática, focaliza o medo e o desespero de Claire com a aproximação do planeta Melancholia e a possibilidade da colisão com a Terra. O tema do fim do mundo já foi tratado algumas vezes no cinema, mas provavelmente nunca de maneira tão dolorosamente realista. Assim, vemos a impotência do homem perante o incontrolável, a dor que vem do medo, a passagem lenta do tempo e a expectativa da morte. Além de ter que lidar com o próprio medo, Claire deve lidar com a prostração de Justine. É interessante observar, no entanto, que pouco a pouco esta se torna mais forte, como se toda sua melancolia fizesse finalmente sentido com a aproximação do fim do mundo.

Além de uma bela fotografia devidamente sombria e da maravilhosa trilha sonora, Melancolia é engrandecido com ótimas performances. Kirsten Dust tem seu melhor desempenho no cinema. Ela consegue comunicar a tristeza e dor de sua personagem apenas com o olhar. A talentosa Charlotte Gainsbourg também está excelente, repetindo a boa parceria com Lars Von Trier, com quem fez também Anticristo (2009). Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling, John Hurt, Alexander Skarsgård e Stellan Skarsgård tem ótimas participações.

Melancolia
é mais uma grande obra de um dos cineastas mais controversos e interessantes da atualidade. Apesar de não ser tão intenso quanto Ondas do Destino (1996), tão violento quanto Dogville (2003) e tão ultrajante como Dançando no Escuro (2000), o novo filme de Lars Von Trier é uma fábula maravilhosa sobre a melancolia.


Assista ao trailer:

Cena do Dia - Elizabeth (1998)


Elizabeth, drama biográfico que mostra os primeiros anos de reinado da Rainha Elizabeth I, foi dirigido por Shekhar Kapur e lançou ao estrelato a atriz australiana Cate Blanchett. O longa concorreu a 7 Oscar’s e Cate Blanchett perdeu injustamente sua estatueta para Gwyneth Paltrow (por Shakespeare Apaixonado)Cena do Dia mostra a dança entre a rainha e seu amante e, logo após, o momento em que Elizabeth (Cate Blanchett) deixa claro a Robert (Joseph Fiennes) que ela não será submissa a ele. Nessa cena, podemos ver os sentimentos conflitantes da personagem que ama e sente ciúmes de Robert, mas que não pode permitir que nenhum homem pense que a possui. A cena termina com chave-de-ouro quando a rainha afirma para quem quiser ouvir: “Eu terei um amante aqui, mas nenhum mestre!”

Assista à cena:



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Cena do Dia - Thelma & Louise (1991)

Em Thelma & Louise, uma garçonete e uma dona de casa assassinam um homem e passam a fugir da polícia, em uma viagem que mudará suas vidas. Este road movie foi dirigido por Ridley Scott e estrelado por Susan Sarandon e Geena Davis (as duas concorreram ao Oscar). O filme se tornou marcante por mostrar duas mulheres como foras-da-lei, cometendo crimes e tomando as rédeas das próprias vidas, rumo à liberdade. A Cena do Dia mostra a saborosa vingança das protagonistas contra um caminhoneiro importuno e assanhado que as assediou na estrada.

Assista à cena: