terça-feira, 19 de julho de 2011

Cena do Dia - Corpos Ardentes (1981)

A Cena do Dia pertende ao filme Corpos Ardentes (Body Heat). O thriller erótico "neo-noir" pode não ser tão conhecido hoje em dia, mas causou furor na época do seu lançamento e lançou ao estrelato a atriz Kathleen Turner. O filme conta a história de Matty Walker, uma bela mulher, que tenta convencer seu amante a matar o seu rico marido. Nesta cena, Kathleen Turner se tranca na sua mansão, mas se exibe para William Hurt através das portas e janelas de vidro. Ele, completamente fora de si, quebra uma das portas para ter acesso a moça. Esta cena é um jogo de provocação e sedução e se tornou marcante pelo seu alto grau de erotismo. 


 
Kathleen Turner, inacessível e sedutora, em cena de Corpos Ardentes

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Cena do Dia - Intriga Internacional (1959)

A Cena do Dia de hoje vem do filme Intriga Internacional, de Hitchcock. A maestria da cena consiste em criar uma perseguição em um espaço aberto, sem possibilidade de escapatória. Cary Grant está em um campo, no interior dos Estados Unidos, sendo perseguido por um elemento aéreo, um pequeno avião. Como escapar de um assassinato quase certo, contra um perseguidor com tamanha vantagem? Como se proteger em um lugar que não oferece possibilidades de esconderijo? Hitchcock responde a essa pergunta: "com uma explosão"! Assista ao vídeo e veja como termina essa cena clássica.

Assista à cena: http://www.youtube.com/watch?v=M5D1aeNB2Bc


domingo, 17 de julho de 2011

Joana D’Arc

Maria Falconetti como Joana D'Arc
 
A vida da mártir francesa Joana d’Arc serviu de inspiração para nada menos que nove adaptações cinematográficas. Cineastas de diferentes nacionalidades se incumbiram da transposição para a telona da biografia da heroína francesa. Entre eles, se encontram nomes de peso, como o americano Cecil B. DeMille, o dinamarquês Carl Theodor Dreyer, o americano Victor Fleming, o austríaco Otto Preminger, o italiano Roberto Rossellini e o francês Robert Bresson. Já em 1900, nos primórdios da sétima arte, Georges Méliès, responsável por transformar o cinema em um trabalho verdadeiramente artístico, fez um curta sobre a vida de Joana D’Arc. O último filme realizado sobre a heroína foi lançado em 1999, dirigido pelo francês Luc Besson. 

Por que a história de Joana d’Arc inspirou e continua inspirando tantos artistas de diferentes gerações e nacionalidades? A trágica história da francesa tem vários elementos religiosos e políticos e é cercada de mitos e lendas. Ela nasceu em Domrémy-la-Pucelle, aproximadamente em 1412. Filha de agricultores e descendente de camponeses, a moça afirmava ter começado a ouvir vozes divinas aos 13 anos. Ela foi líder do exército francês e obteve do rei Carlos VII a autorização para libertar a cidade de Orléans, dominada pelos ingleses. Após o sucesso nesta empreitada, ela ainda liderou o exército francês em outras importantes batalhas. No entanto, em 1430, ela foi capturada e vendida aos ingleses. Após um longo processo de julgamento, ela foi condenada por heresia e queimada viva, aos 19 anos, numa fogueira em Rouen, cidade francesa, sendo chamada de bruxa. Em 1920, Joana d'Arc foi canonizada pelo Papa Bento XV.

Dos muitos filmes realizados sobre a mártir francesa, um se destaca pela sua excelência, sendo constantemente apontado como um dos melhores filmes da história do cinema. A obra-prima A paixão de Joana d’Arc, de 1928, dirigido por Carl Theodor Dreyer é um filme mudo francês, protagonizado por Maria Falconetti. Dreyer realizou um filme tão intenso e angustiante sobre o julgamento de Joana d’Arc, que nenhuma outra adaptação posterior conseguiu superar sua obra. Abusando dos closes-up e de planos e ângulos fora do comum, o diretor dinamarquês faz de A paixão de Joana d´Arc uma experiência estética inovadora e emocionante. Grande parte do poder do filme encontra-se na atuação de Maria Falconetti, considerada pela renomada crítica de cinema Pauline Kael, a melhor interpretação oferecida por um ator no cinema. Este foi o segundo e último filme da atriz. Através de suas expressões faciais, ela consegue transmitir toda a dor de sua personagem. 

Mas não só Maria Falconetti teve o privilégio de representar Joana d´Arc no cinema. A fantástica Ingrid Bergman o fez duas vezes, as belas Jean Seberg e Milla Jovovich também a encarnaram.

Veja os melhores filmes sobre a heroína francesa:

1 - A Paixão de Joana d'Arc (1928), de Carl Theodor Dreyer, com Maria Falconetti, Eugene Silvain e André Berley.

2 - O Processo de Joana d'Arc (1962) de Robert Bresson, com Florence Delay, Jean-Claude Fourneau e Roger Honorat.

3 - Joan of Arc (1948) de Victor Fleming, com Ingrid Bergman, José Ferrer e Francis L. Sullivan.

4 - Joana D'Arc (1957) de Otto Preminger, com Richard Widmark, Richard Todd e Anton Walbrook.

5 - Joana d'Arc (1999) de Luc Besson, com Milla Jovovich, John Malkovich e Rab Affleck

 

Matéria publicada originalmente no site Somos Biografia. Confira minha coluna no site: toda sexta-feira dicas de cinebiografias. 

 

Cena do Dia - E o vento levou (1939)

A Cena do Dia vem de um dos filmes mais amados do cinema: E o vento levou. Escolhi a deliciosa cena do baile, em que Rhett e Scarlett desafiam os costumes da sociedade sulista ao dançarem juntos. O escândalo número 1 é o fato de Rhett oferecer a mais alta quantia da noite para dançar com Scarlett, que acabava de ficar viúva (proposta bem inapropriada). O primeiro marido da moça morreu na guerra contra os yankees. O escândalo número 2 é o fato de a ousada heroína ter aceitado entusiasmadamente o pedido. O momento da dança em si é belíssimo, o casal de preto se destaca em meio às cores dos outros vestidos. A cena ainda contém um diálogo inspirado entre os protagonistas.

Assista à cena: http://www.youtube.com/watch?v=P4c5AoqUIZU


sábado, 16 de julho de 2011

Cena do dia - Os pássaros (1963)

Os pássaros, clássico de Hitchcock, possui várias sequências geniais. Uma cena se destaca, no entanto, por ser uma aula de suspense. Tippi Hedren está sentada do lado de fora da escola, fumando seu cigarro e esperando que a aula termine. Atrás dela, ameaçadores corvos vão se acumulando em um trepa-trepa, sem que ela se dê conta. A tensão é aumentada com o canto repetitivo das crianças que vem da sala de aula. O suspense é então criado: o espectador sabe mais que a personagem. Finalmente a moça percebe a presença dos corvos e vai para escola, retirar as crianças do local. Segue-se então uma perseguição brutal. O ataque dos pássaros às crianças continua sendo até hoje uma cena forte e assustadora. 






sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cena do Dia - Quanto mais quente melhor (1959)

A Cena do Dia pertence ao clássico Quanto mais quente melhor, do mestre Billy Wilder. Trata-se da cena final do filme que contém um dos melhores diálogos do cinema e certamente uma das melhores frases da sétima arte: "Bem... ninguém é perfeito". Na cena, Jack Lemmon travestido de Daphne tenta convencer Osgood (Joe E. Brown) que o casamento entre os dois não daria certo. Seus argumentos não convencem Osgood e, ao final, ele faz a grande revelação.

Diálogo:

Osgood: Liguei para mamãe. Ela ficou tão feliz que chorou! Ela quer que você use seu vestido de noiva. É de renda branca.
Daphne: É, Osgood. Não posso me casar no vestido da sua mãe. Ha ha. É que – eu e ela, nós não temos o mesmo formato.
Osgood: Nós podemos alterá-lo.
Daphne: Oh não faça isso! Osgood, Eu vou falar de uma vez. Não podemos nos casar de forma alguma.
Osgood: Por que não?
Daphne: Bem, em primeiro lugar, eu não sou loira de verdade.
Osgood: Não importa.
Daphne: Eu fumo! Eu fumo o tempo todo!
Osgood: Eu não ligo.
Daphne: Bem, eu tenho um péssimo passado. Fazem três anos que eu moro com um saxofonista.
Osgood: Eu te perdôo.
Daphne: Nunca poderemos ter filhos!
Osgood: Podemos adotar alguns.
Daphne/Jerry: Mas você não entende, Osgood! Eu sou um homem!
Osgood: Bem, ninguém é perfeito!

Assista à cena:



quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cena do dia - Harry & Sally (1989)

Inaugurando nossa nova seção Cena do Dia, temos a mais célebre cena de uma das melhores comédias românticas do cinema: Harry & Sally - Feitos um para o outro. A famosa sequência, mostra Meg Ryan, ex-namoradinha da América, em um momento antológico da sua carreira. Nele, ela finge um orgasmo no meio de um restaurante para provar a seu amigo, vivido por Billy Crystal, que as mulheres são capazes de fazê-lo muito bem. E, para fechar a cena com a chave de ouro, uma senhora que estava sentada ao lado, após assistir à performance da moça, pede ao garçon: "Eu vou querer o que ela está comendo". A senhora é vivida pela mãe de Rob Reiner, diretor do filme, e a ideia da frase foi do próprio Billy Crystal. 

Assista à cena:

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Os homens mais loucos do cinema

Ser louco no cinema não é privilégio das mulheres. Muitos personagens masculinos já perderam a cabeça, aterrorizaram muita gente e marcaram a história do cinema.

Veja nossa lista especial:

Os Jack Nicholson’s
 
Jack Nicholson é, definitivamente, o ator com mais cara de louco do cinema. Não é por acaso que muitos de seus personagens são meio birutinhas. 

1 – Jack Nicholson como Jack Torrance, em O iluminado (1980)


Shelley Duvall deve ter pesadelo até hoje por causa da interpretação genialmente insana e cheia de caretas de Nicholson. Outro que aterrorizava a coitada no set era o próprio diretor Stanley Kubrick, que a fazia repetir suas cenas até a exaustão.

2 - Jack Nicholson como Coringa, em Batman (1989)


O Coringa de Nicholson é mais legal que o próprio Batman. O colorido personagem é irreverente e maluquinho no filme de Tim Burton.

Assista ao trailer:  http://www.youtube.com/watch?v=VRqa47-jv0M

3 – Jack Nicholson como Melvin Udall, em Melhor é impossível (1997)

 
Melvin Udall já é um personagem clássico de Nicholson, criado para a ótima comédia romântica de James L. Brooks. O cara é detestavelmente sincero, tem transtorno obsessivo compulsivo e nenhum traquejo social! O Oscar de Melhor Ator não poderia ir para outro naquele ano. 


4 – Jack Nicholson como Frank Costello, em Os infiltrados (2006)


Esse é recente. Nicholson interpreta um mafioso bem desequilibrado e um pouco agressivo, no ótimo filme de Martin Scorsese. No filme, Nicholson parece se divertir com seus maneirismos!


Os psicopatas

5 – Anthony Perkins como Norman Bates, em Psicose (1960)


Norman Bates deixaria Freud de cabelo em pé! O moço simpático e acanhado revela-se um psicopata de marca maior, em um dos melhores filmes de Hitchcock. A atuação de Perkins é tão marcante, que ele nunca mais conseguiu se livrar do estigma do personagem. 

6 - Christian Bale como Patrick Bateman, em Psicopata americano (2000)


Não é por acaso que o personagem de Bale contém Bates no nome. Uma clara homenagem ao psicopata mais famoso do cinema! Patrick Bateman é narcisista, egocêntrico, pervertido e completamente louco. A atuação de Bale merecia, no mínimo, uma indicação ao Oscar. 


7 – Anthony Hopkins como Hannibal Lecter, em O silêncio dos inocentes (1991)


Hannibal Lecter é o canibal mais elegante do cinema. A atuação de Anthony Hopkins marcou o cinema e seu personagem consegue ser ao mesmo tempo assustador e fascinante. 

8 – Michael Myers (interpretado por Tony Moran e Tommy Lee Wallace) em Halloween (1978)


O insano serial killer mascarado de Halloween é psicopata desde criança, tendo matado a própria irmã. Só por isso, ele merece estar na nossa lista. 


O adorável 

9 - James Stewart como Elwood P. Dowd, em Meu amigo Harvey (1950)


James Stewart é o maluquinho mais fofo do cinema. No excelente filme de 1950, ele interpreta um homem que tem como amigo imaginário um coelho gigante. A atuação de Stewart valeu uma indicação ao Oscar. 


Os engraçados

10 – Ben Kingsley como Don Logan, em Sexy Beast (2000)

 
Ben Kingsley está hilário em Sexy Beast, ao interpretar um gangster bem doidão e boca suja na comédia inglesa dirigida por Jonathan Glazer. O fantástico e versátil ator, que já interpretou Gandhi, foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por esta performance. 


11 – Gênio, dublado por Robin Williams, em Aladdin (1992)


O gênio da lâmpada de Alladdin é completamente hiperativo, performático e maluquinho. A dublagem de Robin Williams é fantástica. 


12 - Jim Carrey, como Máskara, em O Máskara (1994)


O Máskara não é bem um personagem, talvez uma entidade. Mesmo assim garante um lugar especial na nossa lista, já que é completamente aloprado!


Múltiplas personalidades
 
13 – Andy Serkis como Gollun, na Trilogia - Senhor dos Anéis (2001/2002/2003)


Gollun é o personagem mais complexo da trilogia dos Senhor dos Anéis e um dos mais adorados pelo público. Quem gosta do homenzinho com dupla personalidade pode ficar feliz, pois ele estará de volta em O Hobbit, que está em produção. 


Os agressivos

14 - Joe Pesci como Tommy DeVito, em Os bons companheiros (1990)


Não dá para mexer com Joe Pesci, em Os bons companheiros, de Martin Scorsese. O moço é esquentado e extremamente agressivo. A performance valeu ao ator o Oscar de Melhor ator Coadjuvante.

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=qo5jJpHtI1Y

15 - Dennis Hopper como Frank Booth, em Veludo Azul (1986)


Não há nada de engraçado em Frank, interpretado genialmente por Dennis Hopper, ator que faleceu no ano passado. Doentio e mau que nem o capeta, ele faz da vida de Isabella Rossellini um inferno, no filme de David Lynch. 


16 – Robert de Niro como Travis Bickle, em Taxi Driver (1976)


Outro personagem oriundo de um filme de Scorsese. (Será que o “problema” é com o diretor?) O violento Travis Brickle é um sujeito bem complicado. Terapia nele! 


17 - Malcolm McDowell como Alex, em Laranja mecânica (1971)


O ultraviolento Alex conseguiu dar outra conotação à música Singing in the rain. Pervertido e cheio de neologismos, o personagem é um grande ícône do cinema.

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=roqncHDN_i0

Os bizarros

18 – Marlon Brando como Cel. Walter E. Kurtz, em Apocalipse Now (1979)


Careca, gordo, suado, sempre nas sombras e definitivamente perturbado, o coronel interpretado por Marlon Brando em Apocalipse Now está entre as coisas mais bizarras do cinema. A magnífica interpretação do ator reflete o que o horror da guerra pode fazer a uma pessoa.

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=2Vucani2GNg

19 - Heath Ledger como Coringa, em O cavaleiro das trevas (2008) 


Esta é a versão hardcore do já mencionado Coringa. Heath Ledger compõe um personagem bizarro e assustador no excelente filme de Christopher Nolan. Pela atuação, ele foi premiado postumamente com o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.
Esqueci algum? Contribua com a nossa lista, citando outros casos críticos.

sábado, 9 de julho de 2011

Homens e Deuses - 2010

Título original: Des Hommes et des Dieux
Lançamento: 2010 
País: França
Direção: Xavier Beauvois
Atores: Lambert Wilson, Michael Lonsdale, Olivier Rabourdin, Philippe Laudenbach.
Duração: 122 min
Gênero: Drama

"Deixe passar o homem livre!"


Cena de Homens e Deuses, que conta com a bela fotografia de Caroline Champetier

Homens e Deuses foi o filme selecionado pela França para disputar o Oscar de 2010. Curiosamente, o filme não conseguiu ficar entre os cinco finalistas, mesmo tendo todos os atributos que a Academia costuma apreciar. Ele foi premiado, no entanto, com o grande prêmio do júri em Cannes e ganhou três prêmios Cézar. O filme de Xavier Beauvois se passa em 1996 e conta a história verídica de oito monges franceses, residentes em um monastério de uma pequena vila na Argélia, que vêm sua rotina perturbada pela ação de terroristas. O grupo radicalista promoveu diversos atos bárbaros contra a população local. Formado por fundamentalistas islâmicos, tal grupo não hesitava em promover assassinatos daqueles que se opunham a eles. 

O roteiro, escrito por Etienne Comar e Xavier Beauvois, adota a perspectiva dos monges, pessoas não envolvidas politicamente no conflito. Por isso, os terroristas não são mostrados como monstros, apesar das barbaridades que cometem. Um deles é inclusive capaz de um ato de extrema civilidade e respeito em determinado momento da trama. O exército oficial também não é visto com simpatia, apesar de oferecerem, a princípio, proteção aos monges. O filme não é panfletário, nem se propõe a eleger mocinhos e bandidos, afinal a questão é muito mais complexa do que se pode imaginar. Como um dos personagens afirma, a situação da Argélia é, em grande parte, consequência de uma colonização violenta, que deixou uma herança de ódio e intolerância.

O filme acompanha o cotidiano dos monges, assemelhando-se, muitas vezes, a um documentário e a um big brother do monastério. O longa presenteia o espectador com belíssimos planos de  paisagens do Marrocos (onde foi filmado), mas também mostra a intimidade, os ritos e os pequenos detalhes da rotina dos religiosos. A espiritualidade dos monges é explorada em sequências contemplativas que poderiam ser enfadonhas, mas que se revelam emocionantes. Um grande êxito do longa encontra-se justamente no olhar minucioso com o qual revela a fé dos protagonistas em pequenos e grandes gestos do dia-a-dia deles. Outro mérito da produção é a maneira com a qual a relação entre monges é construída. É comovente o carinho com o qual os religiosos, a maioria idosos, se tratam e a devoção que eles têm pela missão de servir a Deus.

O filme acerta ao mostrar que os monges também têm suas dúvidas e momentos de fraqueza. Os personagens se mostram dignos de admiração por passarem por um processo de superação do medo. É com muita delicadeza e sensibilidade que os personagens são encarnados por seus respectivos intérpretes. Lambert Wilson, Michael Lonsdale, Olivier Rabourdin, Philippe Laudenbach, Jacques Herlin, Loïc Pichon, Xavier Maly e Jean-Marie Frin têm performances que se complementam, em um trabalho de elenco sensacional. Algumas cenas são particularmente marcantes pela força da atuação dos atores, como a da última votação e a fantástica cena em que os monges ouvem o "Lago dos cisnes". Esta cena emocionante e magistralmente dirigida mostra a transformação das expressões dos personagens e carrega, de certa forma, um tom premonitório. 

Contando ainda com uma fotografia belíssima, Homens e Deuses é um filme emocionante e uma bela homenagem a homens que foram exemplos de fé e perseverança. O filme francês é o retrato da fé verdadeira e da prática dessa fé, independente de rótulos religiosos.

Assista ao trailer:






segunda-feira, 4 de julho de 2011

As mulheres mais loucas do cinema

Todo cinéfilo que se preze adora fazer listas das coisas mais absurdas possíveis, envolvendo o mundo encantado do cinema. Dessa vez, o Clube do Filme se aventurou a fazer a seleção das mulheres mais desequilibradas, perturbadas, emocionalmente instáveis, transtornadas, insanas, tresloucadas, birutas, maluquinhas da Silva, doidivanas, loucas de jogar pedra, abiloladas, descompensadas e tantãs do cinema. Essa é uma forma de homenagear as atrizes que entraram para a história da sétima arte ao personificarem mulheres que se encontram no limite entre a sanidade e a loucura. Nem todas as eleitas são completamente loucas, mas todas precisariam, no mínimo, visitar um psicólogo urgentemente. Confira a nossa lista e contribua com outros casos críticos!

As psicopatas 


1 - Glenn Close como Alex Forrest, em Atração Fatal (1987)


Glenn Close (indicada ao Oscar) deixa Michael Douglas apavorado com sua personagem ninfomaníaca, obsessiva, perigosa e matadora de coelhinhos. Que medo!

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=k1QuLIPFZL0 
 
2 - Kathy Bates como Annie Wilkes, em Louca obsessão (1990)


Quem precisa de uma fã como Annie Wilkes, interpretada magistralmente por Kathy Bates (ganhadora do Oscar)? James Caan sofre na mão da gordinha, que consegue ser, ao mesmo tempo, assustadora e divertida.

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=wAzmhrctuz0
 

3 - Rebecca De Mornay como Peyton Flanders, em A mão que me balança o berço (1992)


Ela é linda e tem rosto de anjo, mas é fria, vingativa e perigosa. Não é por acaso que este é o papel mais famoso de Rebecca De Mornay, sua performance é tão boa quanto o título do filme!

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=wjtfG8r14Uk
 

4 - Charlize Theron como Aileen Wuornos, em Monster – Desejo assassino (2003)


Charlize Theron se transfigura para viver Aileen Wuornos, uma serial killer que realmente existiu. Belíssima composição da atriz, premiada com o Oscar.

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=vq70brIQP40

As obsessivas 


5 - Gene Tierney  como Ellen Berent Harland,  em Amar foi minha ruína (1945)


Gene Tierney, além de belíssima, era extremamente talentosa. Neste, que é o seu melhor papel no cinema, ela interpreta uma mulher obcecada por um homem e que é capaz de fazer qualquer coisa para tê-lo só para ela. Ellen Harland é a grande predecessora de famosas personagens obsessivas e perigosas do cinema, como Alex Forrest.

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=lBpIgetXN-g
 

6 - Isabelle Adjani como Adele Hugo, em A história de Adele H. (1975)


Isabelle Adjani interpreta uma personagem verídica, a filha de Victor Hugo. A moça vai enlouquecendo aos poucos por causa de um amor obsessivo. Ela, ao contrário de Ellen, não faz mal a ninguém, somente a si mesma. A atriz foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz em 1976, aos 20 anos, tornando-se, na época, a mais jovem atriz a concorrer ao prêmio.

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=fvH77u47d7k

A caçula


7 - Ellen Page como Hayley Stark, em Meninamá.com (2005)


Ellen Page despontou no cinema ao interpretar uma adolescente de 14 anos que deixaria qualquer marmanjo morrendo de medo. Difícil não pensar duas vezes antes de marcar um encontro pela internet, após ver esse filme.

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=J7jkLEhVvDI

Mamães más


8 - Faye Dunaway como Joan Crawford, em Mamãezinha querida (1981)


Neste filme de 1981, Faye Dunaway interpreta a grande estrela Joan Crawford. Se estivesse viva na época, a diva da Era de Ouro de Hollywood, provavelmente, não iria ficar nada feliz com a “homenagem”. Baseado em um livro escrito pela filha de Crawford, em que esta denuncia os maus tratos da mãe, o filme é medíocre, mas a performance de Dunaway é fantástica e monstruosa.

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=EjRaU8hRVJs 

9 - Mo’ nique como Mary, em Preciosa (2009)



Outra personagem obviamente desequilibrada e sem muito instinto maternal é Mary, mãe de Precious. A personagem se assemelha a um mostro: joga uma panela na filha, a ameaça, a xinga e a explora. Atuação soberba da ganhadora do Oscar,  Mo´nique.

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=_RC71lTB6W4 

Malvadas e sexys 


10 - Angelina Jolie como Lisa Rowe, em Garota Interrompida (1999)


Lisa é a prova de que Angelina Jolie sabe atuar quando quer. Internada em um hospital psiquiátrico, a moça tem uma maldade doentia e é a amiga da onça da personagem de Winona Ryder. Jolie foi premiada com o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

Assista ao trailer:   http://www.youtube.com/watch?v=U4-GD1VqdOA

11 - Rainha má, dublada por Lucille La Verne, de Branca de Neve e os sete anões (1937)


Pode ser controverso eleger a madrasta de Branca de Neve como uma personagem perturbada. Mas uma mulher que manda um lenhador cortar a cabeça da enteada, fala com um espelho e ainda se metamorfoseia de velha para envenenar a mesma, não pode ser muito normal. Só para constar, sempre a achei mais bonita que a própria Branca de Neve.

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=XESn0SPHcRI

As autodestrutivas


12 - Isabelle Hupert como Erika Kohut, em A professora de piano (2001)


Ganhadora do Prêmio de Melhor Atriz em Cannes por este papel, no filme de Michael Haneke, Isabelle Huppert é uma das atrizes francesas mais talentosas da atualidade. Sua personagem, em A professora de piano, é uma mulher sexualmente reprimida, com ares de megera e que leva à loucura um jovem pianista. Perturbada é pouco para ela!

Assista ao trailer:  http://www.youtube.com/watch?v=XNCBd2DaSpc


13 - Charlotte Gainsbourg como Ela, em Anticristo (2009)


Anticristo é um dos filmes mais interessantes do insano e genial Lars Von Trier. A personagem da também francesa Charlotte Gainsbourg sofre uma grande perda e a dor do trauma aliado à culpa lhe faz infligir a si mesma e ao marido grandes dores. Seu desequilíbrio emocional é tamanho que ela chega a praticar uma automutilação. 
As adoráveis 


14 - Emily Watson como Bess McNeill, em Ondas do destino (1996)


Em outro filme de Lars Von Trier, o maravilhoso Ondas do Destino, encontramos uma personagem inesquecível. Nesse filme, Emily Watson tem um dos desempenhos mais emocionantes do cinema. Sua personagem é uma mulher difícil de descrever. Dona de uma inocência e de uma fé quase infantis, ela faz coisas inimagináveis por amor.

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=b_3Nio8P5gQ 

15 - Gena Rowlands como Mabel, em Uma mulher sob influência (1974)


Gena Rowlands, no excelente filme de John Cassavetes, é aquela que mais se aproxima do estereótipo da louca. Rowlands está inacreditável e consegue exprimir perfeitamente os conflitos da personagem e a dificuldade da mesma de se comunicar e de ser compreendida pelos familiares. Ainda não consigo entender como que a atriz não foi premiada no Oscar de 1975.

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=X4Uzdlgv2G8


16 - Maggie Gyllenhaal como Lee Holloway, em Secretária (2002) 


Lee Holloway é uma moça que saiu de um hospital psiquiátrico e conseguiu o emprego de secretária. Sadomasoquista e adepta do autoflagelamento, ela começa a ter um relacionamento bem estranho com seu chefe. Maggie Gyllenhaal está ótima nessa comédia de humor negro.

Assista ao trailer:  http://www.youtube.com/watch?v=YmSO07r_zTc

As clássicas 


17 - Viven Leigh como Blanche Dubois, em Uma rua chamada pecado (1951)


Vivien Leigh, uma das minhas atrizes favoritas, lutava na vida real contra o transtorno bipolar. No clássico Uma rua chamada pecado, ela interpreta uma mulher que tenta sobreviver em um mundo muito cruel para ela.  Ela passa a se abrigar pouco a pouco em um mundo de ilusões.

Assista ao trailer:  http://www.youtube.com/watch?v=ilW32IKJoM0


18 - Gloria Swanson como Norma Desmond, em Crepúsculo dos Deuses (1950)


Personagem icônica do cinema, a egocêntrica e vaidosa Norma Desmond não aceita a decadência da própria carreira e segue em um caminho sem volta rumo à loucura. Gloria Swanson, grande atriz do cinema mudo, tem em Crepúsculo dos Deuses, do mestre Billy Wilder, seu maior papel.

Assista ao trailer:  http://www.youtube.com/watch?v=io0GBjw30fw

19 - Bette Davis como Baby Jane, em O que terá acontecido com Baby Jane? (1962)


A grande Bette Davis exagera tudo o que pode, ao interpretar Jane Hudson, ex-estrela infantil, que se diverte em torturar a irmã que é paraplégica, esta interpretada pela arquiinimiga da atriz, Joan Crawford. A bizarrice da personagem atinge seu ápice quando ela se veste de criança e canta “I’ve written a letter to daddy”.

Assista ao trailer:  http://www.youtube.com/watch?v=zAcf9QqXprc


20 - Elizabeth Taylor como Martha, em Quem tem medo de Virginia Wolf? (1966)


Martha pode não ser louca, mas é a personagem mais perturbada de Elizabeth Taylor. Agressiva e rancorosa, ela não mede esforços para ferir moralmente o marido George. Essa é sem dúvida a melhor interpretação da carreira da atriz, pela qual ela ganhou seu segundo Oscar.

Assista ao trailer:  http://www.youtube.com/watch?v=hZEKQnMCze8

Múltiplas personalidades

21 - Joanne Woodward como Eva, em As três máscaras de Eva (1957)


A atriz Joanne Woodward ganhou o Oscar ao interpretar as três personalidades de Eva. O filme não é nenhuma obra-prima, mas a atuação dela é muito boa e a história é baseada em fatos reais.

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=G-B0_m6fW94


22 - Natalie Portman como Nina Sayers, em Cisne negro (2010)


A última ganhadora do Oscar de Melhor Atriz, Natalie Portman, interpretou em Cisne Negro uma bailarina perfeccionista e reprimida sexualmente, que acaba descobrindo um lado obscuro de sua personalidade.