terça-feira, 7 de junho de 2011

Retratos de família - 2005

Amy Adams, atriz indicada 3 vezes ao Oscar e revelada em Retratos de Família

Retratos de família é o primeiro e único longa-metragem de Phil Morrison. Desde 2005, o diretor não lança nenhum novo trabalho, o que não deixa de ser uma pena, já que Retratos de Família é uma belíssima estreia. Produção independente e de baixo orçamento, o filme de Morrison ganhou espaço na mídia americana por ter sido indicado ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, revelando uma das mais talentosas e simpáticas jovens atrizes americanas: Amy Adams.

Retratos de Família conta a história de uma marchand de uma galeria de arte de Chicago, Madeleine (Embeth Davidtz),  que viaja com o seu marido George (Alessandro Nivola) para a Carolina do Norte para conhecer a família dele e visitar um pintor excêntrico cujos trabalhos ela quer expor. Madeleine encontra dificuldades para se relacionar com a família do marido, que é formada por Eugene (Scott Wilson), pai introvertido e taciturno, por Peg (Celia Weston), a mãe geniosa e reprovadora, por Johnny (Ben McKenzie), irmão rebelde e zangado e por AshLey (Amy Adams), a cunhada adorável e carente.

O filme é uma intensa experiência de investigação psicológica de seus personagens. A protagonista, Madeleine, belíssima mulher, culta e intelectual, casa-se com um homem pelo qual ela sente uma grande atração sexual, após apenas uma semana de namoro. Aos poucos, torna-se claro ao espectador que a moça não conhece o marido, e que o sexo é o único elemento que os une, a única forma de comunicação desses dois seres. Como uma estranha no ninho, ela se vê obrigada a conviver com pessoas que, na teoria, se tornaram também sua família, mas que na prática não fazem o mínimo esforço para acolhê-la (com a exceção de Ashley). É interessante observar que Madeleine se sente mais a vontade com o artista “louco” que ela quer agenciar do que com a família do marido e o quanto que ela se surpreende com a religiosidade até então adormecida do marido.

A família de George é uma família absolutamente disfuncional. Existe uma barreira entre todos os membros e uma ausência total de comunicação. A casa da família é um lugar onde habitam várias solidões. Esta desolação é representada, por exemplo, por uma bela sequência que mostra vários cômodos vazios da casa. O roteiro não deixa claro a origem da infelicidade e amargura que permeiam a vida dessas pessoas, o que torna a história ainda mais interessante. Afinal, sejam quais forem os motivos, provavelmente, nem elas mesmas poderiam explicar como a convivência deles chegou em um nível tão drástico. O filme nos oferece pistas, mas não nos dá repostas, nem soluções fáceis. 

Assim, a raiva latente que Johnny sente pelo irmão George, pode ser fruto do fato que o irmão mais velho o tenha abandonado para morar em outra cidade ou talvez por ele se sentir fracassado perto do irmão. Johnny provavelmente ressente-se de Ashley por ela ter engravidado e impedido que ele prosseguisse com seus sonhos. A antipatia que Peg sente pela nova nora, deve ser fruto dos ciúmes que ela sente do filho que foi embora e que lhe faz tanta falta. O isolamento do pai talvez seja uma forma de se afastar da animosidade latente em sua família.

Em meio a pessoas que evitam a todo custo qualquer tipo de comunicação, surge uma personagem desesperada por qualquer contato humano: Ashley. Mulher de Johnny e grávida de nove meses, a meiga Ashley mostra uma carência absurda por qualquer tipo de atenção e carinho. Ela vê imediatamente em Madeleine, uma amiga e um ídolo, já que ela admira enormemente a beleza, o refinamento e a inteligência da esposa de George. A extroversão e tagarelice de Ashley escondem uma tristeza e uma solidão absurdas. É tocante perceber que sua verborragia é quase um pedido de socorro. Há algo de assustador no ímpeto da personagem em fazer amizade com Madeleine, o que é acentuado pelos grandes planos do rosto de Ashley, pelos olhos arregalados da atriz e pelo seu sorriso insistente. 

O elenco de Retratos de Família faz um trabalho maravilhoso. Embeth Davidtz cria uma Madeleine sexy e refinada, que tenta ao máximo ser aceita por sua nova família. Alessandro Nivola e Scott Wilson que interpretam respectivamente George e Eugene, se destacam por estarem sempre com uma fisionomia distante. George demonstra dificuldade de se relacionar com sua família, se refugiando constantemente no sono. Eugene é quase um fantasma, uma figura silenciosa e etérea. Deve-se destacar também a bela voz de Nivola, que teve que cantar um hino religioso em uma das mais bonitas cenas do filme. Celia Weston também está excelente; ela interpreta uma mãe endurecida, por vezes autoritária, mas que revela, em determinados momentos, uma grande vulnerabilidade. Ben McKenzie (galã da série teen The O.C.) surpreende numa ótima interpretação, ao compor Johnny como um rapaz bruto, rancoroso, frustrado e que tem dificuldade até mesmo de falar, de tão retraído que é. O destaque do filme é Amy Adams que está absolutamente encantadora. A atriz atua no limite da caricatura, transformando sua personagem numa figura ao mesmo tempo adorável e patética. 

Retratos de família é uma jóia do cinema independente americano e vale a pena ser conferido! O filme brinca pontualmente com o conceito de arte, de mainstream, e de arte independente e alternativa. A abertura do filme é particularmente divertida.

Trailer do filme:


domingo, 5 de junho de 2011

Abril despedaçado - 2001

Rodrigo Santoro em cena de Abril despedaçado


Abril despedaçado é o quarto longa-metragem de Walter Salles. O cineasta carioca de 55 anos tem no currículo oito longas de ficção, vários documentários, além de ter trabalhado na produção de diversos filmes nacionais. A importância de Salles para o cinema brasileiro é inegável. Terra Estrangeira (1996), Central do Brasil (1998), Abril despedaçado (2001), Linha de Passe (2008) são obras que revelam sua sensibilidade para lidar com temas relativos à realidade social do nosso país, sem ser uma exportação das mazelas brasileiras. Sendo igualmente interessante e versátil em produções internacionais, o diretor de Água negra (2005) e Diários de Motocicleta (2004), lançará, este ano, o aguardado filme On the road, baseado na aclamada obra homônima do escritor Jack Kerouac.

Abril despedaçado é uma adaptação do romance homônimo do escritor albanês Ismail Kadaré. A história do romance, que se passa, originalmente, na Albânia rural dos anos 1930, foi transposta para a realidade do sertão brasileiro do início do século XX. O ótimo roteiro é de responsabilidade de Karin Ainouz (diretor de Madame Satã - 2002) e de Sérgio Machado, com a colaboração de João Moreira Salles, Daniela Thomas e do próprio Walter Salles. O enredo do filme pode ser descrito como uma fábula sobre a intolerância. Ou, quem sabe, um tratado poético sobre a vingança ou, simplesmente, a história de dois irmãos que se vêem no centro de uma guerra familiar. 

A trama talvez possa ser resumida assim: a família Breves e a família Ferreira vivem uma guerra por posses que se arrasta por gerações. No início da trama, Inácio Breves é assassinado por um filho do clã Ferreira e o irmão de Inácio, Tonho (Rodrigo Santoro), deve vingar sua morte. As mortes sucessivas de ambos os lados sugerem um ciclo que levará ao extermínio das duas famílias. A família Breves, após o assassinato de Inácio, passa a ser composta de apenas quatro pessoas: a mãe (Rita Assemany), o pai (José Dumont), Tonho e o menino (Ravi Ramos Lacerda). Com a passagem de dois artistas circenses pelo sertão, muitas coisas começam a mudar na vida de Tonho e "menino". 

Os 30 primeiros minutos do filme são magistrais. Neles, reconstituímos toda a história da família Breves através das pistas que o filme nos dá. Também podemos perceber como se organiza a família, qual a função que cada indivíduo exerce dentro do sistema familiar e também podemos compreender a dimensão do mal que assola as vidas dessas pessoas. O trabalho de moeção de cana para a produção de rapadura é o meio de subsistência da família, um trabalho extremamente duro que se mostra cada vez menos lucrativo com a chegada da indústria. As condições de vida dos Breves são precárias e, provavelmente, inferiores à dos Ferreira. Mas não existe o lado bom e o ruim, todos são vítimas e algozes. O pai Breves é a autoridade absoluta, uma figura embrutecida e detestável, que possui valores bem rígidos. A mãe é uma mulher sem voz, submissa às leis do marido. 

Tonho e "menino" são os reais protagonistas da história. Eles não têm nada a ver com o conflito que acabam herdando de seus predecessores e, mesmo assim, tudo indica que eles serão os continuadores de um ciclo de ódio. O menino assume, por diversas vezes, o papel de contador da história, ou até mesmo, um contador de histórias, uma vez que ele inicia o filme dizendo que gostaria de contar outra história, mas que não pode porque essa (a que acompanharemos) não lhe sai da cabeça. Provavelmente, ele precise contá-la para compreender e denunciar o que vive. Este menino sem nome é a figura da imaginação, em um lugar onde qualquer tipo de evasão é punida. Os dois  protagonistas se comunicam com o olhar e tudo que ocorre em um tem eco no outro. Poucas vezes uma relação entre irmãos foi tão poeticamente retratada no cinema. Os irmãos são duas almas que dialogam, talvez uma mesma essência. 

O sertão é apresentado como um lugar onde impera outro tipo de lei. A vingança é planejada, a retaliação obedece a regras. Tudo é ritualizado e obedece ao código da honra. Existe até mesmo uma etiqueta na morte: o assassino vai ao velório da vítima para orar por sua alma e prestar condolências à família. O absurdo está instaurado na vida das pessoas e o ciclo de violência parece não ter fim. O que fazer quando uma obrigação moral leva um indivíduo em direção à morte? Somente o menino (posteriormente batizado de Pacu) tenta insurgir contra a filosofia da vingança e somente ele pode ser capaz de acabar com o ciclo de violência. 

O elenco de Abril despedaçado é primoroso. Rodrigo Santoro e Ravi Ramos Lacerda têm atuações especialmente encantadoras. Santoro constrói um personagem que se contrapõe à aridez a sua volta. Ele atua com o olhar, em uma composição delicada, contida e emocionante. Já Ravi, encanta ao encarnar uma criança que, através do humor, mostra ser consciente da realidade em que vive. De todos os personagens, ele é o mais sábio. Pacu sonha e infla em seu irmão o desejo de sonhar. Sua sabedoria e espírito crítico são revelados em frases como: "Em terra de cego, quem tem um olho só, todo mundo acha que é doido"; "A gente é que nem os boi: roda, roda e não sai do lugar". 

Se a direção de Walter Salles salienta a aridez e a vida endurecida da população rural, ela também cria momentos de puro lirismo. Os planos-detalhes das engrenagens do moinho, por exemplo, sugerem o despedaçamento do título, o desfacelamento da família. A repetição dos planos de extração do caldo de cana tem a importante função de mostrar que os indivíduos estão presos em uma realidade desumanizadora, se transformando em máquinas. O trabalho no moinho é também uma metonímia da organização familiar. A maneira com a qual o pai lida com os bois, se assemelha à maneira com que ele comanda a própria família.

Salles contrapõe a realidade indesejável do sertão a momentos de liberdade, poesia e retorno à infância. As belíssimas cenas da gangorra, em que a câmera acompanha o movimento do brinquedo, são belíssimas. E o que dizer da linda cena de Clara fazendo acrobacias em uma corda? Uma cena de uma sensualidade e erotismo únicos, que parece representar a realização amorosa de Tonho, que até então nunca tinha conhecido o amor e o sexo. 

A fotografia de Walter Carvalho impressiona tanto nos grandes planos das paisagens, quanto nos momentos claustrofóbicos da família à mesa. A tonalidade amarronzada predomina no filme, remetendo obviamente à aridez do sertão. A trilha sonora de Ed Cortês, Antonio Pinto e Beto Villares transforma o filme em uma experiência ainda mais emocionante, sublinhando perfeitamente os momentos dramáticos da trama.

Abril despedaçado é uma boa pedida para o final de semana!


Assista ao trailer:



terça-feira, 31 de maio de 2011

Os 15 jovens atores mais promissores do cinema atual

Quais são os jovens atores nos quais devemos ficar de olho? 

Eis uma lista de 15 atores jovens e promissores do nosso cinema atual. Confira!


1 - Elle Fanning 

Nasceu em: 09/04/1998

Irmã mais nova de Dakota, Elle Fanning tem apenas 13 anos e quase 20 filmes no currículo. Quatro deles estão em produção ou pós-produção atualmente, o que quer dizer que, em 2011/2012, teremos várias oportunidades de conferir o talento da jovem atriz. 

Elle Fanning teve um papel de destaque no último filme de Sofia Coppola, Um lugar qualquer (2010), pelo qual recebeu muitos elogios. 

Próximos projetos:

Super 8  (2011) de J.J. Abrams

Twixt Now and Sunrise (2011) de Francis Ford Coppola

We Bought a Zoo  (2011) de Cameron Crowe

Vivaldi  (2011) de Boris Damast


2 - Hailee Steinfeld 

Nasceu em:11/12/1996


Hailee Steinfield fez apenas um longa-metragem, Bravura Indômita (2010), pelo qual foi revelada no ano passado. A menina de 15 anos foi indicada, em sua estreia, ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, além de ter sido premiada por diversas outras associações. Sua performance no filme dos irmãos Coen impressionou a crítica e ela foi a principal concorrente de Melissa Leo no Oscar deste ano. 

A atriz integra o elenco do filme Romeu e Julieta que será dirigido por Carlo Carlei e que se encontra em pré-produção. 

Próximo projeto: 

Romeo and Juliet (2012) de Carlo Carlei

3 - Abigail Breslin 

Nasceu em:14/04/1996


Quem não se lembra da menina barrigudinha de Pequena Miss Sunshine (2006)? Abigail Breslin conquistou o coração dos americanos por este papel e foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2007. Depois disso, a atriz já fez diversos filmes (a maioria deles inexpressivos) que não renderam a mesma atenção da crítica, mas que confirmaram seu carisma.  Este ano, ela dublou Priscilla no ótimo desenho Rango (2010)

Próximos projetos:

New Year's Eve (2011) de Garry Marshall

Innocence (2012) de Hilary Brougher

4 - Saoirse Ronan 

Nasceu em:12/04/1994


Sem dúvida, essa atriz de nome quase impronunciável, é uma das maiores revelações do cinema nos últimos anos. Ela se tornou conhecida por Desejo e reparação (2007) de Joe Wright, seu terceiro filme, pelo qual foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.  

Dona de um talento único, Ronan foi uma das poucas salvas pela crítica do desastre Um olhar do Paraíso (2009), filme de Peter Jackson. 

Este ano ela já protagonizou outro filme de Joe Wright, Hanna (2011), que estreou nos Estados Unidos no início de maio.
 
Próximos projetos: 

Hanna (2011) de Joe Wright

Violet & Daisy (2011) de Geoffrey Fletcher

Bizantium (2012) de Neil Jordan 

The Host (2012) de Andrew Niccol

5 – Dakota Fanning 

Nasceu em: 23/02/1994

Dakota Fanning foi a atriz-mirim mais famosa e celebrada da última década, mas, ironicamente, não conseguiu sua indicação ao Oscar como suas três colegas citadas anteriormente. A atriz tem mais de 20 trabalhos no cinema. Ela foi destaque em Uma lição de amor (2001), com Sean Penn, depois em Guerra dos Mundos (2005) de Steven Spielberg, e em O amigo oculto (2006), com Robert de Niro. Fez, recentemente, The runaways (2010) e a saga Crepúsculo, ambos os trabalhos com Kirsten Stewart. 

A atriz parece estar sendo bem sucedida na transição da carreira infantil para a carreira adulta. Com 17 anos, ela não para de trabalhar e tem cinco filmes em produção. 

Próximos projetos:

Amanhecer – Parte 1 (2011) de Bill Condon 

Amanhecer – Pate 2 (2012) de Bill Condon 

The motel life (2012) de Alan Polsky, Gabe Polsky

Mississipi Wild (2012) de Jesse Baget

Very good girls (2012) de Naomi Foner

6 - Jennifer Lawrence 

Nasceu em:15/08/1990 


Jennifer Lawrence começou no cinema em 2008, mas só alcançou a fama no ano passado. Ela foi revelada pelo filme independente, Inverno da Alma (2010), pelo qual concorreu ao Oscar de Melhor Atriz. Lawrence está, atualmente, envolvida em seis produções que devem estrear em 2011 e 2012. 

Próximos projetos:

Like Crazy (2011) de Drake Doremus

Um novo despertar (2011) de Jodie Foster

X-man: primeira classe (2011) de Matthew Vaughn

House at the end of the street (2012) de Mark Tonderai

The Hunger games (2012) de Gary Ross 

Truckstop (2012) de Rotimi Rainwater

7 - Emma Watson 

Nasceu em:15/04/1990


A Hermione, da saga de Harry Potter, vem evoluindo bastante e mostrando ser uma atriz cada vez mais interessante. Por enquanto, a única personagem que ela encarnou no cinema foi a famosa amiga de Harry Potter. Cheia de estilo, a atriz foi eleita a celebridade mais elegante do último ano. Com o fim da série Harry Potter, ela promete se dedicar a papéis mais desafiadores. 

Próximos projetos:

Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 2 (2011) de David Yates

My week with Marilyn (2011) de Simon Curtis

The perks of  being a Wallflower (2012) de  Stephen Chbosky

8 - Kristen Stewart

Nasceu em: 09/04/1990 




O primeiro grande papel de Kirsten Stewart foi em O quarto do pânico (2002) de David Fincher. Ela se  tornou um ídolo teen, em 2008, com a sua personagem Bella Swan, na saga Crepúsculo. Apesar de não mostrar muito do seu talento na saga, Stewart é uma atriz bem interessante. Ela estará no filme do brasileiro Walter Salles, On the road  (2011). A grande atriz e diretora Jodie Foster já disse que é fã da jovem atriz. 

Próximos projetos: 

Amanhecer – Parte 1 (2011) de Bill Condon 

Amanhecer – Pate 2 (2012) de Bill Condon 

On the road (2011) de Walter Salles

Snow white and the huntsman (2012) de Rupert Sanders

9 - Daniel Radcliffe 

Nasceu em: 23/07/1989 


O ator inglês de 21 anos se consagrou no cinema na pele do bruxo Harry Potter. Seu primeiro longa-metragem, no entanto, foi O Alfaiate do Panamá (2001). Radcliffe provavelmente vai ter dificuldade de se distanciar do papel que o deixou mundialmente famoso, mas ele já mostrou ter talento suficiente para encarar projetos diferentes e mais audaciosos (principalmente no teatro; ele fez Equus nos palcos londrinos e estreou recentemente um musical na Broadway) .  

Próximos projetos:

Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 2 (2011) de David Yates

The Woman in Black (2012) de James Watkins

10 - Rupert Grint 

Nasceu em: 24/08/1988 


O simpático ator inglês de 22 anos, também revelado pela série Harry Potter, tem mais filmes em produção que seus dois colegas de saga e de lista. 

Próximos projetos:

Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 2 (2011) de David Yates

Cross Country (2011) de Paul Fielding, Timothy Fielding

Comrade (2012) de Petter Naess

Eddie the eagle (2012) de Declan Lowney 

11 - Haley Joel Osment 

Nasceu em:10/04/1988



Grande estrela-mirim, Haley Joel Osment, é lembrado pelo seu trabalho em O sexto sentido (1999, pelo qual foi indicado ao Oscar), em A corrente do bem (2000) e em A.I. – Inteligência artificial (2001). O ator teve uma carreira consistente, até desaparecer dos holofotes na primeira metade dos anos 2000. A partir de 2007, ele se voltou para a dublagem de games. No entanto, o ator parece ter voltado à ativa e tem dois filmes em pós-produção que serão lançados, provavelmente, ainda em 2011.

Próximos projetos:

Montana amazon (2011) de D.G. Brock

Sassy Pants (2011) de Coley Sohn

12 - Evan Rachel Wood 

Nasceu em: 07/09/1987


Evan Rachel Wood é quase uma veterana no cinema. Ela estreou na telona em 1998, em O poder da emoção, ao lado de Kevin Bacon. Ela ganhou notoriedade, no entanto, ao interpretar uma adolescente rebelde em Aos treze (2003), papel pelo qual foi extremamente elogiada, tendo sido indicada ao Globo de Ouro daquele ano. Depois disso, ela fez outros bons trabalhos em Desaparecidas (2003), Across the universe (2007) e O lutador (2008).  Ela estará no próximo filme dirigido por George Clooney, que conta com grandes atores como Ryan Gosling, Paul Giamatti, Philip Seymor Hoffman e Marisa Tomei. Material extremamente “oscarizável”.

Próximo projeto:

The Ides of March (2011) de George Clooney

13 - Ellen Page 

Nasceu em: 21/02/1987



A atriz canadense de 24 anos estreou no cinema em 2002, mas foi em 2005 que ela se fez notar pelo público e pela crítica. Ela deu um show em Meninamá.com (2005) e logo depois foi indicada ao Oscar por Juno (2007). No seu currículo ainda constam o ótimo A origem (2010). Ela está no elenco da próxima comédia de Woody Allen.

Próximo projeto:

Bop Decameron (2012) de Woody Allen 

14 - Robert Pattinson 

Nasceu em: 13/04/1986

Robert Pattinson surgiu no cinema no filme Harry Potter e o Cálice de Fogo (2005). De uma saga teen, ele foi para outra. Lançado à condição de star em 2008, com o filme Crepúsculo, ele ainda não mostrou um talento particularmente marcante, mas ainda tem tempo... Ele lançará cinco filmes em 2011/2012. 

Próximos projetos:

Amanhecer – Parte 1 (2011) de Bill Condon 

Amanhecer – Pate 2 (2012) de Bill Condon 

Água para elefantes (2011) de Francis Lawrence

Bel Ami (2011) de Declan Donnellan, Nick Ormerod

Cosmopolis (2012) David Cronenberg

15 - Carey Mulligan 

Nasceu em: 28/05/1985


Carey Mulligan é a atriz mais velha de nossa lista. De todos, ela também foi a que estreou no cinema mais tarde, com 20 anos. Seu primeiro trabalho foi no ótimo Orgulho e Preconceito (2005). No entanto, ela alcançou fama mundial apenas em 2009, com Educação, filme pelo qual recebeu a indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Mulligan é considerada uma das melhores atrizes de sua geração e acumula bons trabalhos em Wall Street – O dinheiro nunca dorme (2010) e Não me abandone jamais (2010). Seus próximos projetos são bem promissores.

Próximos projetos:

Drive (2011) de Nicolas Winding Refn

Shame (2011) de Steve McQueen

The great Gatsby (2012) de Baz Luhrmann



quinta-feira, 26 de maio de 2011

Os filmes mais aguardados do ano (após Cannes)

O Festival de Cannes, o de maior prestígio do mundo cinematográfico, acabou neste último domingo com a premiação de A Árvore da Vida com a Palma de Ouro. Muitos filmes, que serão lançados nos próximos meses, foram apresentados nas mostras competitivas do festival. Segue a lista daqueles cujas estreias devemos aguardar ansiosamente.

1 - A árvore da Vida, de Terrence Mallick

Belo pôster do filme ganhador da Palma de Ouro.

O filme não foi unanimidade em sua apresentação em Cannes, o que não é nenhuma surpresa por se tratar de uma obra de Mallick. Ao que parece, o cineasta fez um filme visualmente espetacular e muito poético. O filme conseguiu conquistar a maior parte do júri e levou o maior prêmio do festival. Em seu elenco estão Brad Pitt e Sean Penn.




2 - Drive, de Nicolas Winding Refn


Gosling parabeniza o diretor por sua vitória em Cannes


O jovem cineasta Nicolas Winding Refn levou o prêmio de melhor direção em Cannes. O filme empolgou o público do festival francês e conta a história de Driver (Ryan Gosling) dublê de filmes durante o dia e motorista de fugas durante a noite. O filme conta com um dos melhores atores jovens de Hollywood, Ryan Gosling, e com a atriz indicada ao Oscar em 2009, Carey Mulligan. 



3 - Melancolia, de Lars von Trier

Kirsten Dunst, premiada por Melancolia


Lars von Trier causou uma polêmica extratosférica por causa de seus comentários referentes ao nazismo durante uma entrevista coletiva em Cannes. Ironicamente, apesar de ter sido expulso do festival, seu filme foi muito bem recebido pela crítica, que tinha torcido nariz para o seu filme anterior, o ótimo Anticristo (2009). Como grande fã do cinema de Lars von Trier, estou super ansioso por essa nova produção. O diretor tem a habilidade de tirar performances absurdas de suas atrizes (vide Bjork, Emily Watson, Nicole Kidman e Charlotte Gainsbourg). Neste ano, Kirsten Dunst confirmou a tradição, levando o prêmio de melhor atriz de Cannes. 




4 - La Piel Que Habito, de Pedro Almodóvar

Antonio Bandeiras de volta a um filme de Almodóvar

O filme do grande diretor espanhol era considerado o favorito pela imprensa, mas acabou saindo de mãos abanando do festival. De qualquer forma, o filme foi bastante elogiado e a crítica louvou o fato de Almodóvar ter trabalhado muito bem com elementos de diversos gêneros. O filme também marca a retomada  parceria do diretor com uma de suas grandes estrelas: Antonio Bandeiras.  




5 - O garoto de bicicletade Jean-Pierre e Luc Dardenne

Pôster do filme

Os irmãos Dardenne são extremamente queridos pelo Festival de Cannes e, neste ano, foram premiados com o segundo prêmio mais importante do festival: o Grande Prêmio. Os cineastas já realizaram grandes pérolas do cinema como Rosetta (1999) O filho (2002) e A criança (2005).  Seu novo filme, O garoto de bicicleta, volta a retratar o universo infantil e parecer ser mais um belo filme.




6 - This must be the place, de Paolo Sorrentino 


Se Sean Penn já não tivesse 2 Oscars, arriscaria falar em um terceiro por este filme.


Este filme do diretor italiano Paolo Sorrentino foi extremamente elogiado em Cannes e conta com dois atores que eu adoro: Sean Penn e Frances McDormand. Sean Penn parece estar fantástico no filme, era o favorito para o prêmio de melhor ator, mas acabou perdendo para o francês Jean Dujardin. Ele interpreta uma estrela aposentada do rock que procura se vingar do homem que executou seu pai. Pelas fotos, dá para ter uma idéia da  transformação do ator para o filme. 





7 -  O abismo prateado, de Karim Ainouz


Alessandra Negrini em Abismo prateado

O filme brasileiro entrou na mostra Quinzena dos realizadores do Festival de Cannes. Não ganhou nenhum prêmio, mas foi muito elogiado, assim como a performance de Alessandra Negrini. A história é baseada na canção "Olhos nos olhos"de Chico Buarque. O diretor que já provou seu talento no fantástico Madame Satã (2002),  parece ter feito outro ótimo trabalho.