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| Este é o simpaticíssimo Rango. |
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| Rango em uma das primeiras cenas do filme. |
Quem gosta de filme de animação, vai provavelmente amar Rango. O filme é dirigido por Gore Verbinski, versátil diretor de Os piratas do Caribe e O chamado. A animação, grande homenagem aos filmes de western, captura as principais características do gênero e inclui elementos típicos como o árido oeste americano, tiroteios, cowboys, xerifes, pistoleiros, entre outros. Trata-se de uma releitura do gênero e não de uma paródia, o que, a meu ver, torna o filme ainda mais interessante.
A produção conta a história de Rango, um lagarto solitário que, devido a um acidente, se vê perdido no meio do mais absoluto deserto e, por uma sucessão de acontecimentos, acaba se tornando o xerife de uma vila típica de faroeste. Entre os personagens da animação, temos anfíbios, répteis e roedores. E quem acha que eles são animaizinhos bonitinhos no estilo Disney, está enganado. Suas feições são marcadas por expressões endurecidas, cicatrizes e queimaduras... o desenho é incrivelmente fiel às características dos personagens que povoam o mundo do faroeste. Mas não se preocupe, ainda encontramos personagens fofíssimos como um roedor velhinho e o próprio Rango. O carismático lagarto é, inclusive, um personagem super interessante: acostumado a não ter nenhuma companhia a não ser de objetos, ele aprendeu a atuar e a usar a imaginação para combater sua solidão.
Rango agrada e emociona adultos, mas não deixa de ser uma diversão para as crianças. O filme conta com uma ótima trilha sonora e uma direção inspirada, que usa muito bem referências à faroestes consagrados como Matar ou Morrer e obras de Sergio Leone. O filme ainda conta com a "presença" ilustre e surpreendente de um astro do faroeste em sua parte final. Inteligente, engraçado, sensível e tecnicamente admirável, Rango vale, e muito, o ingresso do cinema.
Assista ao trailer:








